Retina POP

No liquidificador, a cultura POP

Arquivo para Julho, 2007

Covers - Beat It (Michael Jackson) por…

Astros…

Amy Winehouse & Charlotte Church

Pra variar eu desconfio profundamente que Amy estava bêbada! O solo de guitarra criado por Eddie Van Halen é imortal mesmo…

Fall Boy Out

Os emos também gostam de POP!

e “astros”…

Ben Deignan ???

Vale pelo violão e pela vontade de ser John Mayer.

A canção…
Clássico no imaginário POP, Beat It dispensa comentários: faz parte do lendário álbum Thriller (1982), teve solo de Eddie Van Halen e clipe genial.

Enquanto Isto…
Chris Cornell (ex-Audioslave), sem banda, assassina o clássico Billie Jean numa cover de doer os ouvidos. E olha que a voz do cara é coisa bela de se ouvir…

Made in Japan… Tetris Humano

Assista, morra de rir e corra pra que o Faustão faça a versão “com famosos”

Fonte: papelpop

Top “POP” Hits

As 5 mais do Ipobre de 15/20 de Julho
(baixe a música, compre o disco!)

1. Tudo Vai Ficar Bem – Pato Fu
Daqui pro Futuro, o novo disco do Pato Fu, chega somente em Agosto nas lojas. Em atitude pioneira a banda disponibilizou todo o albúm na UolMegastore em formato digital. Não demorou muito pras músicas “vazarem” na internet. Não resisti e ouvi. E na primeira audição já escolhi a minha predileta. “Tudo Vai Ficar Bem” é uma parceria dos Patos com um membro do seu equivalente “latino”: Andrea do Aterciopelados. A levada alegre, de refrão pessimista é a prova que Takai e Cia estão em sua melhor forma.

2. The Talk – Erlend Oye
Imagine um nerd fazendo uma música de apelo. Imagine um nerd fazendo uma música de apelo que fazem todos dançar. Um nerd com uma música de apelo e dançante que chama seu melhor amigo (nerd) pra fazer uma música. Ainda não baixou a música? Sua punição é devorar um livro de Física e ouvir Kings of Convenience!

3. Boa Sorte/Good Luck – Vanessa da Mata e Ben Harper
Apagando completamente o estigma de one-hit-wonder (Ai, ai, ai… ainda dói na cabeça), Vanessa da Mata ressurge com mais um… hit. Este mais sereno, de produção refinadissima e como se não bastasse com feat do “bluesman” da atualidade: Ben Harper. O refrão gruda, é pesado, não há paz…


4
. I´d Rather Dance With You – Kings of Convenience

O clipe já te arrebata de tão fofo, mas a música funcionaria de qualquer forma. O mesmo Erlend Oye lá de cima, faz parceria com Eirik Glambek Bøe,e cria uma melodia dançante, envolvente. Perfeita para pistas e para o sofá. Tomando absinto ou agúa com açúcar. O duo folk-pop-indie contagia.

5. I Can´t Wait – Mirwais Ahmadzai
Música de produtor o albúm Production é o portifólio deste DJ francês-afegão. Mirwais era membro da banda francesa Taxi Girl, definida como “dance-music-eletronica-progressiva” até ser encontrado por Madonna. Com ela produziu o festejado Music e o introspectivo American Life. Costumo tachar o som de Mirwais como “chic”. Suas texturas e camadas eletronicas são finas, cheias de sutilezas daquelas que mesmo você ouvindo a mesma canção pela décima vez, consegue perceber novos detalhes sonoros. O videoclipe de “Disco Science” só corrobora (sempre quis usar esta palavra) minha tese:

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+ top5

RetinaTrash

Ídolos? O retinaPOP apóia os VERDADEIROS novos talentos do País. Com vocês… Hélio dos Passos com o hit Morena do rio turvo. Suuuuuucesssso!

RetinaPOP no AnimeFriends 2007

Felizmente os organizadores perceberam que a equação Pato Fu + AnimeFriends era perfeita, e lá está Alex Kid com sua RetinaPOP para registrar tudo de perto. Acompanhado do seu amigo “italiano” Caio Fochetto, duas outras adoráveis garotas e um estrangeiro que está aprendendo português, esta trupe improvável desbravou este universo rico, peculiar e (nerd?) que são os quadrinhos japoneses.

Fochetto muito bem munido de sua “super câmera semi-profissional” registrou todos os tipos de personagens. A gangue do Alex de Laranja Mecânica, a mãe vestida de bruxa que fazia questão de constranger o filho, elfos, magos, narutos, jedis, princesas e japas, muitos japas dançavam em uma espécie de transe os hits dos desenhos japoneses. A venda única e exclusiva de Mupy (suco de frutas com leite de soja) dava o devido teor “alcoólico” do lugar. O comércio de souvenirs era intenso e lamentei não ter grana o bastante para levar aquela irrestível miniatura do SuperMario…

Por ter conferido o show dos caras na “Virada da Paz” o primeiro estranhamento veio em forma de conforto. Ninguém te empurrando, fácil acesso ao palco… parecia coisa de primeiro mundo (claro que os 15 reais de ingresso restringia 80% do público que compareceu gratuitamente à Praça da Sé). A banda atrasa bem pouco e enquanto um chato tentava distrair a platéia com notável falta de assunto, uma das idéias geniais do AnimeFriends se faz presente: o uso de plaquinhas onde as pessoas se comunicavam. Frases hilárias. Brasil 2xo!!!. Começam barulhinhos de videogame… 18:40, o Pato Fu no palco pergunta à molecada: “Estudar pra quê?”

Após solo endoidecido de John, Fernanda Takai surge com seu ar de “diva dos rapazes de all star” e o Pato Fu duas, três músicas depois, consolida-se (ao menos pra mim) como a melhor banda de rock nacional (senão a melhor do mundo). Hits como “Depois”, “Perdendo Dentes” contagia o já deslumbrado blogueiro, mas é “Made in Japan” o responsável pela catarse geral. A banda também apresenta algumas músicas do albúm novo “Daqui pro Futuro” (os mais espertos já acharam na internet) e no bis a tão pedida “Sobre o Tempo” – eu queria ter visto “Vida Diet” mas relevo… “Uh la la iê iê” é o Pato Fu tentando ser black (com direito à instrumental de Billie Jean). Ganhei o dia. Tomo mais dois Muppys, abraço nos amigos e saio “meio desligado”… Como um bom mangá lido de trás pra frente, meu desafortunado final de semana começou naquele domingo.
Veja mais (excelentes) fotos de Mr. Fochetto aqui

07.07.2007 Live Earth

E aconteceu ontem o concerto em prol do Planeta Terra. O Live Earth idealizado por Al Gore, sacudiu os 4 cantos do planeta. Como não poderia deixar de ser, Madonna roubou a festa com show impecável. Confira os vídeos do mega-evento:

A cantora transformou o palco em um terreno cigano. A eterna La Isla Bonita com novos arranjos, foi o ponto alto da performance da “rainha do pop”.

Duran Duran

PussyCat Dools

Rebolam em prol da Terra.

Red Hot Chili Peppers

Top 5 (coisas pra se fazer na fila do banco)

É inevitável: o mês vence, as contas batem na porta e você é obrigado a partir para uma Odisséia moderna. Ao invés da medusa e diversos seres mitológicos, é a fila do banco que você vai enfrentar – com coragem de deixar o bravo Ulisses com inveja. Coragem? Sim, meus caros leitores e caso ela não exista, o retinaPOP vai listar 5 armas poderosas no combate a este obstáculo. Desembanhem suas carteiras!
5 - Reparar em tudo
Na limpeza do banco, nas pessoas da fila e como elas se vestem (a infalível pochete nunca sai da moda!), nas caras descontentes dos atendentes e sua rotina desgraçada, na fila dos idosos (e a vontade de estar nela pra tortura acabar logo), em tentar adivinhar o quanto seus “parceiros” estão endividados… na, na, na…
4 - Tirar o seu mais novo portátil da mochila
Caso você não sofra da paranóia de que para cada banco existam 10 ladrões por perto, é uma ótima pedida. O tempo passa que é uma beleza. Todos ficarão boquiabertos com sua engenhoca mas não tem como escapar daqueles olhares de… “mas este rapaz tem idade pra namorar!” Neste caso…
3 - Paquerar
É uma coisa que depende mais do seu estado de espirito, mas funciona. Muito provavelmente a pessoa alvo vai estar muito estressada, com uma cara mais horrível que a sua, e é desta tensão que alguma faísca pode surgir. Algumas regras: a paquera nunca pode estar na sua frente na fila (este tipo geralmente abominamos) e se estiver com uma pastinha cheia de papéis dentro, descarte: você vai odiar os longos dez minutos que ela passará no caixa – e você, já desencantado, na fila.
2 - Prestar atenção na conversa de quem está atrás de você
Forma divertidissima, dependo do seu grau de bisbilhotice. Seja um tiozinho mal-humorado reclamando da eficiência dos bancários, da empregada recém-contratada, do governo… algumas histórias são dignas de uma boa telenovela. Mulher batalhadora que veio do Nordeste sofrido e deu a volta por cima? Traição? A fila do banco deveria ser frequentada por todo roteirista que pretenda levar um Oscar!
1 - Planejar novas aquisições
Eis a melhor coisa de quitar uma dívida no banco. Na interminável fila, você pode começar a planejar aquele tênis novo, os novos cartuchos de Gameboy… porque não um carro? (naqueles financiamentos malucos que selarão a sua visita à uma fila de banco, por mais uns dois anos seguidos…)

o retinaPOP entrevista…

Danilo Corci, 32

Jornalista, agitador cultural, corinthiano, cachaceiro…inquieto! Este é Danilo Corci. Com o site Speculum e a recém fundada editora virtual, Mojo Books, a meta é não ficar parado. É fugir do lugar comum para encontra-lo ali, na esquina.

Alex Kid: do que vc tem mais medo?

danilo: ixe, pergunta complexa… emburrecer

Alex Kid: o que é ser burro? e inteligente?

danilo: não se trata de inteligência, mas emburrecer no sentido de se acomodar, de chegar num ponto e estacionar

Alex Kid: que “ponto” vc almeja?

danilo: não almejo ponto algum justamente isso que não quero não perder o incômodo

Alex Kid: qual o limite do seu bom-senso?

danilo: o que vc quer dizer com bom senso?

Alex Kid: sobre o “não perder o incômodo..”

danilo: ah, isso não tem a ver com bom senso, isso tem a ver com vontade de não parar, de aprender, de ir atrás, de ser curioso

Alex Kid: qual o propósito da MOJO BOOKS?

danilo: fazer literatura

Alex Kid: fazer literatura…

danilo: sim, um espaço pra se fazer literatura no brasil

Alex Kid: os artistas estrangeiros predominam no site. Há alguma preocupação também em representar nossa cultura musical?

danilo: Predominam, mas como o projeto é aberto, os autores que escolhem. Nós queremos variedade, brasileiros, ingleses, franceses, italianos, russos. Queremos variedades sonora, pop, rock, clássico, jazz, samba, pagode, o que for. Nós queremos bons livros. Acho que no fundo, a escolha estrangeira em predomínio é, sim, um reflexo de nossa cultura

Alex Kid: uma cultura acomodada…

danilo: Não vejo assim. Foi-se o tempo em que a gente não tinha acesso a nada

Alex Kid: ter acesso e ainda mirar as preferências pelo que é feito lá fora é um avanço? ou o que fazemos aqui de fato não provoca comoção?

danilo: Depende. Hoje temos bandas brasileiras ditando moda lá fora, por exemplo. E aí? Tem coisa boa sendo feita aqui, como tem coisa ruim – o mesmo processo se dá lá fora. Agora cobrar um autor porque ele prefere ouvir e escrever sobre os Beatles ao Charlie Brown eu não vou fazer.

Alex Kid: e se surgisse um mojo da Banda Calypso?

danilo: Se o texto for bom, não tenho problema algum em publicar.

Alex Kid: pra encerrar, um recado seu para os “acomodados”

danilo: Cuidado para não vieram caricaturas de vocês mesmo, como o Bono, como o Niemayer, como tantos outros

Alex Kid: certo.. o retinaPOP agradece Corci!

danilo: Por nada =)

#80

RetinaPOP FM

Caros leitores, não se espantem se do nada começar um som bacana enquantos vocês desfrutam dos meus devaneios. O retinaPOP agora tem uma rádio virtual e a programação, como não poderia deixar de ser, é composta pelo o que há de melhor no cenário da música POP atual (no momento agora mesmo tá rolando LCD Soundsystem!). Caso não gostem da combinação música + leitura, é só dar um stop – e viva os resquicíos da democracia!

Music!

#79

Dance!

De todas as possíveis formas de fuga da rotina, a infalível balada continua sendo a mais eficiente. Em um período, que ás vezes equivale àquela sua cansativa jornada de trabalho, conhece-se (e esquece-se) pessoas novas, aumenta-se os vínculos com os velhos conhecidos , tudo muito regado pelo álcool que clama por movimentos frenéticos do seu corpo. E é na pista de dança que anulamos toda a forma de desentendimento. As expressões corporais são distintas, mas compreensíveis. A música, une. A dança, explica.

O grande fardo fica nas mãos do DJ, afinal é dele o papel de comandar a orquestra. Cada qual com seu estilo e filosofia. Alguns, egoístas, tocam pra si mesmo, numa grande demonstração de hedonismo. E sempre acertam. Pop comercial, rock alternativo, indie… axé! – música para as massas (moldada com suor e acordes). As luzes ajudam a criar o ambiente surreal e a mensagem é clara: dance.

De forma tímida, afobada, chamativa ou estranha. Pra impressionar algúem, como forma de superação, testar os limites do corpo… perder peso? Descontrair, expelir mágoas, se expressar? De forma ritmada, jogada e desastrosa? Sorrindo, cabisbaixo, de olhos fechados? Cantando, tentando cantar… a música que leva, contagia, os riffs, os beats, o groove… dance.
Toda esta ode pretensiosa é para constatar a noite de ontem, onde me diverti muito na FunHouse, uma casa noturna de rock alternativo. Incomum, em que outro lugar você dança The Killers, Arctic Monkeys e New Order na sequência? Palmas para o DJ que (sensatamente) não recusou tocar Madonna – e todos os presentes sentiram-se tocados pela primeira vez!