Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para Novembro, 2007
o retinaPOP apoia o movimento das lavadeiras!
Minha cara ilustre comparsa de longa data e todos os anos, Elaine. Em atitude inédita a política editorial do retinaPOP “discorda” de seus sábios pensamentos. Analisando todos estes acontecimentos surreais dos últimos dias, Alex Kidd no apogeu da euforia do episódio Chaves, chega a conclusões que batem de frente com as suas. O grupo “Chaves/Lavadeiras” em momento algum deixou de ser subversivo em seus atos. Hoje, em tempos que subversão significa dirigir bebado e ser fotografado sem a lingerie-nossa-de-cada-dia, se travestir do maior ícone de toda uma geração latino-americana é ato digno de todo o movimento estudantil no periodo do chumbo grosso. É o jovem alienado, quebrando o gelo do comodismo, se expressando.
O problema não são as jovens ingênuas e sim os tempos nebulosos que vivemos. O conceito de mudança, de quebrar a condição social favorável é outro. E na selva, onde só os leões bebem água, ser gambá e pintar o pelo de roxo é a solução (tá metáfora sem-vergonha…) Se os hippies da USP faziam seu PIC inspirados em idéias Cheguavarianas, hoje o Seu Madruga é quem dá as caras e quem somos nós (Tropa de Elite?) para discordar?
Eu ainda acho que para apresentarmos nosso Pic, eu deveria estar vestido de Michael Jackson, a Claudinha de Madonna (não vejo uma outra figura), o Vini de Slash, o Luiz de algum-roqueiro-insatisfeito-com-o-sistema e vc de punk pós-madame-satã. Já pensou o estrago? Os burburinhos, o frisson?
Documentários, revistas… estavámos todos errados! Ninguém mais tem paciencia com o Jornalismo. “Cale-se, cale-se que você me deixa loooouco!” – diria o professor Girafales.
Impressões rápidas sobre qualquer coisa
Hoje, 8 em ponto, eu boicoto a prova de estatística. Não de forma involuntária já que meu chefe pediu pra madrugar na redação e acabei usando isto como pretexto. Agora, sentado em frente à tela, escuto Queen: “A Kind of Magic” Gênio este Freddie Mercury né? Daí em devaneio sem propósito penso: terá o rockstar boicotado algo na sua vida? A resposta: sim – o ostracismo. Mercury, pude constatar lendo Freddie Mercury por Jim Hutton da Editora Lira, era uma pessoa inquieta no sentido de sempre querer romper barreiras e impor limites cada vez maiores para suas extravagâncias artísticas. Queria “to break free” literalmente, musicalmente… um gênio. Agora faço a ponte de ligação: eu boicotando a prova de estatística, não vou vender milhares de discos, nem comover multidões… o máximo que vou conseguir é um tempo a mais para finalmente entender aqueles conceitos malucos obrigatórios. Nada visionário, mas inteligente estrategicamente falando? Não, eu não entendo nada de probabilidades…Os Improváveis
Hoje num ato sem precedentes, duas facções da sala 18 da UNIP se uniram para exercer o simples ato… da prosa. Tá que isto numa sala de jornalistas deveria ser uma coisa rotineira, mas Deus quis forjar fortalezas entre a sala e quem há de discordar da voz maior?. O momento não poderia ser mais propício: as enfadonhas aulas de teorias de comunicação que ironicamente só servem para confundir nossa mente e manchar o boletim. E o que discutimos? As proezas de Luara e suas noitadas regadas à muita ping.. ops esfiha e pancadaria. Aliás figura fascinante esta menina. Brilhantemente contraditória, é o tipo de pessoa que eu sempre quis ser, mas sempre me reprimo: fala o que pensa dentro de uma ética construída por ela q dane-se o resto. Admiro, mas esta ode à Luara fica para um outro post – especial. Elaine, a “tia do rock” sempre pontuava o debate com elucidações engraçadas, recordações de um passado libertino e acabou deixando todo mundo com vontade de voltar no tempo – que custava a passar. Logo já discutíamos sobre a bandeira arco-íris e a responsabilidade conseqüente para quem a estende. Vinicius interrompendo minuto-a-minuto, querendo saber a respostas dos exercícios que não fizera. Chiquinho de pé quebrado limitava a fazer comentários do “babado” e o Rafael só falava de um tal churrasco onde todo mundo havia sido convidado. Ali naquela roda de malucos, mas todos jornalistas eu vi o tipo de curso que a A3CJA20 poderia ter levado desde o início. Muita diversidade, muita conversa. Ou talvez seja (mais uma) expressão do meu egoísmo por estar cercado de pessoas queridas em momento inspirado. Uma terceira hipótese, mais apocalíptica, acena para um futuro grupo a se formar no Campus Norte: Os Improváveis darão as cartas dos próximos capítulos.
Duran Duran – Red Carpet Massacre ***
Se existe uma banda capaz de representar toda a cafonice (no bom sentido) da década de 80, o Duran Duran é ela. Abraçados pela estética MTV, seus clipes cheios de efeitos especiais, historinhas e música boa (ressaltar isto nunca é de todo mal) os responsáveis pelo “New Romantic” eram fodas! Hoje os tempos são outros: as meninas querem ser promiscuas e os meninos gangstas ou rebeldes sem causa. Antes, no topo das paradas e agora na condição de “sobreviventes do POP”, o Duran Duran abraça o Midas da música de massa atual (Timbaland) e comete um massacre musical de beats e loops.
Get Back!

Duran Duran antes: jovens convictos












Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.