Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para Janeiro, 2008
Na mente: a forma de dialogar de forma clara e concisa. As idéias sendo apresentadas uma-a-uma, num crescendo invejável e palavras rebuscadas. Um ponto final como respiro. Uma exclamação para impressionar – e impressionava!
Demorou algumas horas para conceber a forma.
“Se eu testar toda a métrica e ser acessível eu posso…?” Formulava perguntas e perguntas. As respostas, como a mesma prontidão de um amante apaixonado, se encaixavam. Mas onde? Eu quero um miojo! Eis uma premissa. Mas de que sabor? O tempero? É o tempero seria vermelho, com folhas verdes… mas de que sabor?
E assim pesquisou todas as possíveis fontes. No ínterim apaixonou-se por alguns segundos, e agora já é cínico. Está tudo muito bem pensado, planejado… houve, há uma vontade! Água borbulhando, garfo, saliva e fome mas…
Alguém me propõe um tema?
Goldfrapp – A&E
Eles já foram cinematográficos e passearam com a turma do glam-chic. A nova onda do Goldfrapp é se perder em bosques povoados por seres encantados. É ser lúdico e brisante. O disco “Seventh Tree” (da forma burocrática), ainda não saiu mas o single A&E já tem videoclipe registrando esta metamorfose. Viaje com a banda você também:
luz negra
Sempre só eu vivo procurando alguém que sofre como eu também e não consigo achar ninguém sempre só e a vida vai seguindo assim não tenho quem tem dó de mim estou chegando ao fim
Justin Timberlake no Brasil!

The One (canção do albúm X) no Kylie Show
Bonde Do Role – ‘Marina Gasolina’
Minha canção predileta (da já finada banda) Bonde do Rolê, ganha um videoclipe. A letra que dedico à minha fiel-escudeira-comparsa Marina Takeda não fala nada com nada – ou se diz o faz até demais. Fica a dica pros leitores “moderninhos” de plantão, o pancadão: Marina Gasolina.
PS: Ah, se tiverem tempo, baixem o som do Afrika Bambatta, que eles citam na música. É funk music embrionária.
Niilista
Júlio agora, sentindo vontade de não acordar, desperta na madrugada. O álcool agora é companheiro de noites efusivas. O álcool agora proporciona alguns segundos de puro desespero. Uma luta perdida e lá fora fritam ovos. Cheiro de gordura velha. Aspira angustiado a fome de alguém, que por algum motivo que “foda-se” quer emagrecer. A vizinha que o espreita o tempo todo é mais uma imagem. Descalço, geladeira, água gelada e bocejo.
Se nada acontece aqui, nada acontece lá. Nada acontece sempre, nada acontece agora. E se andar cabisbaixo for sinônimo de fraqueza, Júlio é o Wolverine. Que se não perfura seu chefe com garras de Adamantium, lê bons livros. Que se não estabiliza com auto-confiança perto de algum grupo de pessoas determinadas a salvar o mundo, sabe como destilar mau-humor de forma repugnante.
Agora sentado, a cama já arrumada e o tênis amarrado com um nó. Com uma camisa verde e uma série de pensamentos de como fazer o mesmo de forma irrepreensível – igual. E como todo o minuto soa como o ontem, menos um. Menos um matematicamente. Menos um descrente em você. Está viciado nesta carga obscura, simplista, amoral, sem-vergonha, fudida… vida de merda. Merda de vida.
Sair com a Lorena é divertido porque a gente acaba sendo encontrando as melhores definições para os nossos atos. A última delas foi o tal do “Protocolo“, ou seja, aqueles livros e filmes que de tão BONS, COMENTADOS E RECOMENDADOS, precisamos assistir. Ou seja é protocolar, tá no contrato… assista! Meu último filme “de protocolo” foi o cultuado “Os Sonhadores” (The Dreamers, 2003) do Bertolucci (é, ele já ganhou um Oscar e é o maior fodão). Pois que o filme seja ótimo é um pré-requisito obrigatório e neste campo a saga dos jovens libertinos-cinéfilos-cools dos anos 60, não decepciona.
A história de forma rápida e preguiçosa: três jovens cinéfilos dos caóticos anos 60 se encontram, se apaixonam, discutem cinema, política e claro… fazem sexo! Muito sexo! Eva Green nunca esteve tão nua! (tá eu paro com frases sensacionalistas). “Os Sonhadores” (pra usar uma afirmação clichê) é mais uma declaração de amor de Bernardo Bertolucci ao cinema. Mais do que o desejo sexual, o que une aqueles três jovens é a obsessão pelas grandes obras do cinema e o recurso do cineasta em entrecortar fatos importantes da vida deles, com cenas destes filmes só reforçam minha (óbvia) afirmação.
Duas grandes cenas: a transa na cozinha com um desfecho genial, pra não dizer bizarro. O diálogo na banheira.
Uma conclusão: Matthew e Theo (Louis Garrel, o francês por excelência) se amavam intelectualmente (isto é possível, eu acho) e Isabelle representava o desejo carnal da relação a três (muito bem encenado por sinal….)
Caros leitores, muito obrigado por mais esta resenha de protocolo.










Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.