Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para Fevereiro, 2008
Hot Chip – Made in the Dark *****

Estar na aula de Pesquisa de Mercado e não entender nada é motivo para: escrever uma resenha – afinal estamos num curso de jornalismo. Pois lá vamos nós. Às vezes eu tenho a impressão de ser um dos poucos que ainda escutam um álbum do primeiro acorde ao último. A internet deu um upgrade no conceito de singles e, graças ao Soulseek baixamos somente “aquela” faixa. Uma tremenda tolice leitores… O disco novo do Hot Chip (uma banda eletrônica de nerds, mas não necessariamente SÓ pra nerds) engrossa e confirma meu parágrafo. Clique no play.
O PROFESSOR FILOSOFA SOBRE O DINHEIRO… – E o vocalista do Hot Chip convida para um jogo chamado “Sons do Estúdio”. Uma batida (funk?) sustenta todas as formas de utilização de um sintetizador – tenha um bom fone! “Valorize o dinheiro, não o adore” Foi o que consegui ouvir de forma abafada.
FALANDO SOBRE A HÉRNIA DE DISCO – Provavelmente o professor (não, não ele “não tem idade para ver menino com menino) ouviu Ready for the Floor e dançou all night long. Como se emocionar com uma canção que te convoca para a pista? Um refrão delicado e pop. Na sala alguém se levanta. “You´re my number one guy…!”
UM EXEMPLO SOBRE MOTIVAÇÃO – “A IBM tem 85% do mercado mundial de mainframe” Uma voz robótica? Bendable Possible… Uma guitarrinha. Palminhas soul. A alma robótica. Alma…
PAUSA PARA SUSPIRAR – We´re Looking for a Lot of Love. Quem não está? Pense num assovio inspirado por algum affair. Numa bela canção nerd de amor…
ALGUÉM AQUI LÊ MANUAL DE INSTRUÇÃO? – Touch Too Much. Made in the Dark (neo-soul desgraçado!). One Pure Tought (o que eu estou fazendo nesta sala de aula enquanto gênios criam refrões como este?) Professor eu nem leio mais encartes de CDS!
O EX-ALUNO NERD - Cogita em largar a função. Mas a menina bonita da sala surge com um novíssimo NEXTEL. Ele quer aprender todas as funções. No Ipod, guitarras se confundem com barulhinhos minimalistas, guitarras abafadas e um vocal melódico. Don´t Dance, Don´t Dance…
PESQUISAS AFINS REALIZADAS - Hot Chip não é uma banda para muitos. Made in the Dark soa fruto daquela pesquisa de mercado minunciosa. Os analistas de mercado constatam: “Dupliquem a fórmula do disco anterior, apostem em refrões redondos, ressaltem o lado-nerd-que-tem-alma (a soul music é uma bela ponte!) e conquistem por fim, as tediosas salas de aula.”
Janet Jackson – Discipline ***

Em um dos interlúdios (aquela pausa entre uma música e outra) de Displicine, Janet está no banheiro de uma balada qualquer, reclamando com as amigas a ausência do namorado. As amigas sugerem o popular “se joga!” e dá-lhe Rock WithU e 2Nite, duas canções de apelo sugestivo e linear: mexa-se! E e só. Janet Jackson, ao contrário de Kayne West não está pronta para a graduação. Assim como o (flopado) álbum anterior, a irmã de Michael Jackson, cumpriu a disciplina de forma irregular.
Se de um lado ela demonstra uma apta habilidade em “fazer as caixas de som sangrarem” (Pharell Willians sobre Hardy Candy – o novo da Madonna), do outro as típicas canções “enche-lingüiça” descartam a possibilidade de um 10 no boletim. A super-produção segue a tendência do “seja-moderno-agora” e nisto perdemos melodias que poderiam ser lembradas daqui alguns anos. Quando faz dances rasgados com uma pitada de groove, a cantora está no seu terreno. Feedback, LUV e So Mucha Betta seguem a tendência do r&b flertando com a eletrônica sampleada (aqui Daft Punk denovo) e convencem – estamos no recreio. Nesta hora a aluna paquera o rapazinho rebelde na fila do lanche (as baladas Can´t Be Good, Greatest X, etc…), brinca de pega-pega (RollerCoaster) e já na sala, escreve uma redação com o tema “problemas familiares” (Discipline).
O resto é descartável. São os adjetivos, advérbios desnecessários. O redundante.
- Janet Jackson?? Nota 6.5!
Aqui Créu. Lá, la, la ê, ê…
Enquanto no Brasil, a moda vem lá do Rio e é a Dança do Créu (que como tudo aqui neste país tropical, visa a reprodução) lá nos Estados Unidos a paródia é com as Eleições para presidente. Barack Obama e Hillary Clinton protagonizam a versão “politizada” do mega-hit-que-já-encheu-o-saco Umbrella de Rihanna.
Calvo, eu?

Maravilhas da (nova) tecnologia. Ontem Alex Kidd tinha feito um texto o maior legal sobre várias coisas e tal, mas o Internet Explorer deu pau, o “novissímo” WordPress, ao contrário do Blogger, não tem auto-save e eu fiquei um fio de cabelo menos careca. Afinal assunto pertinente este.
Um companheiro de diagramação, há tempos vinha cantando a bola da minha calvice e eu nem dava bola: enchia a cara nas baladas, ficava estressado com o tocar do telefone… todos os males pertinentes à careca. Pois um belo dia, a luz bate na minha cabeça e eu entro em pânico.
Googlei e em seguida à triste constatação: o neo-pai dos burros em um emanharado de links me informou o óbvio: não tem cura. O máximo que eu posso fazer é retardar este processo maligno. O Fochetto nem quis me dar sua fórmula manipulada (uma ato sensato) e o Marquinhos disse que isto nem era a pior coisa do mundo (um ato generoso). Daí eu apelei para soluções fantasiosas: comprei um shampoo “neutro” do Snoopy (aproveitei e levei a colônia também) e comecei a cogitar uma alimentação saudável. Medidas como sempre, tardias.
Sabe, sou muito jovem pra ficar assim…não me conformo! Não me conformo também em não dar a mínima aos “conselhos”, mesmo que soe desagradável. Não que eu não fosse encher a cara e comer miojo todo dia, mas ao menos ia maneirar. Agora só me resta a máquina zero e malhar muito estes músculos para conseguir desviar a atenção deste “defeito” para o efetivo sucesso da impiedosa missão chamada reprodução humana.
Miojo com salsichas
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A Elaine me mandou parar de falar de música. Que a retina é POP e você só fala de música e tal… uma resmungona. Como sugestão: “fale da sua vida, Alex!” Mas minha vida é música… ou uma boa válvula de escape. Vou tentar.
Hoje o Vini tava falando que ia completar um ano de namoro. Detalhe: houve um divórcio de alguns meses porque tudo tinha dado “uma esfriada”. Daí eu rebati falando que do rompimento ao perdão (ou “esquentada” como preferirem) o placar deveria ser zerado. Ele contra-argumentou, mas eu nem dei bola – como sempre faço com o Vini. Fixei meu pensamento nesta idéia de “começar do zero”.
Começar do zero, não significa necessariamente (e de forma burra) deletar tudo o que foi aprendido anteriormente. Um exemplo POP: a Madonna sempre faz a mesma boa música, com diferente roupagem sonora, o Spielberg sempre detém (retém?) a infância na maior parte dos seus filmes, a Apple sempre busca uma nova “roupa” para a essência de sua interface: o bom gosto e a paixão pelo design. Ou seja, o “esquema” é fazer mais do mesmo de forma maquiada – mas com o padrão Duda Molinos de enfeitar.
Este texto não quer ser um marco na história deste blog. Marcar uma nova fase e tal. Quer ser apenas diferente e alertar que a proposta do retinaPOP, seja batendo no bate-estaca musical, resenhando este ou aquele filme, mudando de layout a cada segundo… é entreter vocês me entretendo. Uma troca justa. Uma combinação improvável. Leitor, entre neste armário.
Pílulas (refrescantes) POP
Não é só em São Paulo que está quente. O mundinho POP borbulha e Alex Kidd traz o protetor solar. No cinema temos o trailer do novo Indiana Jones, a estréia da cantora-compositora- modelo-atriz-e-agora-cineasta,Madonna (Fith and Wisdow foi muito bem elogiado no Festival de Berlim), e a aparição da Amy Brickhouse no Youtube, fazendo de tudo para fugir da WIIHAB!
Enjoy the party!
Burton para baixinhos?

Enquanto o novíssimo InDesign CS3 não instala na máquina do caro amigo Figowitz, e a KT Tunstall se esforça no show das 2 do Multishow, eu falo com vocês. Na verdade é só uma “rapidinha” pra falar do livro do Tim Burton que já tem um tempo nas prateleiras. O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra (*****), é curtinho, dá pra ler em meia hora e reúne vários poemas do bizarro cineasta. O humor negro e as figuras improváveis (Breno, o Menino Veneno, a Garota Vodu) são os elementos da fábula de Burton. As ilustrações, que beiram do gótico-estranho ao “gótico-fofo”, também são de punho do autor.
Tocando Mariah Carey

Enquanto a Madonna não resolve lançar seu single novo, a concorrente-diva Mariah Carey, joga seu novo single na rede. Touch my Body não inova em nada, Mariah flerta com o r&b meloso de sempre, e cria mais uma balada brega. Daquelas que grudam… mesmo! Aliás, a cantora (achando estar bancando a rainha das sacadas) batizou seu novo disco com a famosa fórmula de Einstein: E=MC²
Genial, né?
Rehab premiada

E não é que Amy Winehouse abocanhou cinco dos seis prêmios que concorria no Grammy 2008. A inglesa responsável por trazer os porres etílicos de volta para a música POP, foi consagrada na cerimônia de ontem.
O hit Rehab foi escolhido Gravação do Ano, em conjunto com os prêmios de Revelação do Ano, Albúm POP do Ano, entre outros. Emocionada, a cantora com o visto negado na terra do Tio Sam e se apresentou via satélite, ficou supresa ao ouvir seu nome anunciado como vencedor. O retinaPOP achou tudo muito justo e (meus ouvidos) desejam de coração, que a moça dê um tempo para a Rehab e continue com a sonoridade genial.
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PS: A imprensa apontou as perfomances do Grammy como o melhor da festa. Destaques para o geniozinho Kayne West com a turma do Daft Punk, o dueto explosivo de Tina Turner com Beyoncé.
PS2: Chupa Timbaland! Merecidamente Mark Ronson (o atual queridinho do meu Ipod) levou o prêmio de melhor produtor do ano. O rapaz, esperto mixer de hip hop-jazz-soul, é a figura por trás da inglesinha Lily Allen e de claro, Miss Winehouse!








Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.