Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para cinema
Fernando Meirelles + José Saramago = Blindness
Caiu na rede (eita coisa corriqueira!) o teaser-trailer de Blindness, a nova incursão de Fernando Meirelles no cinemão gringo. Adaptação de Ensaio sobre a Cegueira do Nobel de Literatura, José Saramago o enredo tem uma premissa básica: um vírus cega a população do mundo todo, exceto de Juliane Moore – é dela o papel de guiar a humanidade nas trevas.
Meirelles é um cineasta visual. E pelo pequeno trailer não há dúvidas que o diretor acrescentará mais um na lista de indispensáveis.
Jumper – **

Doug Liman dirigiu Identidade Bourne e Sr. & Sra. Smith – tem currículo. Hayden Christensen virou Darth Vader na última trilogia de Star Wars – tem minha consideração. Rachel Bilson encarnou Summer nas quatro temporadas de The OC – ganha meu afeto. Esta combinação estelar não tinha como decepcionar certo? Errado. Os saltos são muitos, mas Jumper não empolga.
Erraram na escolha do protagonista. Um rapaz tímido, com um pai carrasco e uma mãe fugitiva, descobre um superpoder: consegue se teletransportar para onde quiser. É um “jumper”. Óbvio que ele tem um amor platõnico. Uma turma do mal na cola (os paladinos) e um companheiro mala - o jumper coadjuvante (Jamie Bell), infinitamente mais interessante que o mocinho linear. Rachel limita em ser Summer e Samuel L. Jackson é o vilão malvado e não faz muito em cena além de caras feias. Em alguns momentos Jumper soa como se X-Men fosse um seriado e o drama do protagonista fosse um episódio corriqueiro (com feat da Summer Roberts). Sem falar dos furos no roteiro – leia aqui.
Sorte que em Hollywood existe uma turma de nerds fissurados em efeitos-especiais e foram para eles que o diretor (entre uma caipirinha e outra) recrutou a missão de dar ritmo ao filme. As cenas de teletransporte são espetaculares. A trilha de John Powell também funciona. Enfim… é o tipo de filme que você não conta pro seus amigos que foi assistir pra não ser alvo de chacota. Após a sessão, um bom bar e vários drinks são altamente recomendados.
Hic.
Jumper ** de Doug Liman, EUA 2008 Ação 90 min
10.000 A.C. ***

Hoje resolvi investir R$6,00 numa sessão da tarde. E o escolhido foi, claro, o novo blockbuster do Roland Emmerich, 10.000 A.C. O alemão (com exceção de Godzilla) nunca tinha me decepcionado, e eu sempre sai de suas destruições (Independence Day, O Dia Depois de Amanhã) satisfeito. Infelizmente não é sempre que um Big Mac te faz bem, e hoje foi meu dia de sorte.
Sessão da Tarde pura, o cineasta deixa todo o fiapo de “consciência política e ambiental” de O Dia Depois de Amanhã, em troca de mais um tradicional épico hollywoodiano sobre “vencer seus medos” e “enfrentar a opressão”. A sorte é que a projeção é curtinha e despretensiosa, daí não chega a ser um programa das cavernas.
A história é das mais simples…
10.000 anos A.C. os homens pilhavam, sequestravam e guerreavam entre si – me diz se depois do Messias, alguma coisa mudou? – justamente quando uma profecia “milenar” está prestes a acontecer: um guerreiro vai ser designado em salvar o mundo e de quebra, levar a garota no final. Basicamente isto. As cenas de ação são corretas (como se fosse MUUITO emocionante ver um monte de mamutes digitais nervosos) e enfeiaram tanto os atores, que se são famosos, eu não reconheci nenhum.
Na verdade um detalhe me chamou a atenção. Mesmo sendo usado como “recurso dramático” pelos roteiristas, as “coincidências” (entenda profecias antigas, crenças) daquele período retratado: a posição das estrelas, o portador da destruição, o “messias”… era o que movia o cotidiano da História. E questiono: 10.000 anos depois deste 2008, a nossa religião e os atos consequentes dela, nossas superstições, guerras e motivos para “grandes acontecimentos” serão tomados como “mera coincidência” pelas gerações futuras? Será que evoluímos mesmo, ou a nossa existência toda se baseia na auto-crítica aprimorada milênio à milênio?
10.000 A.C. *** de Roland Emmerich, EUA 2008 Aventura/Ação 109 min
Recriando Hitchcock

Eu vi isto no PapelPOP e corri pra contar para vocês. Sabem o Hitchcock né? Pois então… a Vanity Fair comemorando a carreira do genial cineasta, recriou vários cenas de seus filmes, com os hollywoodianos de hoje. O resultado fantástico, deixou o blogueiro espantado. Confiram alguns:
Scarlett Johansson em Janela Indiscreta
Charlize Theron em Disque M para Matar
Confiram mais aqui!
Sair com a Lorena é divertido porque a gente acaba sendo encontrando as melhores definições para os nossos atos. A última delas foi o tal do “Protocolo“, ou seja, aqueles livros e filmes que de tão BONS, COMENTADOS E RECOMENDADOS, precisamos assistir. Ou seja é protocolar, tá no contrato… assista! Meu último filme “de protocolo” foi o cultuado “Os Sonhadores” (The Dreamers, 2003) do Bertolucci (é, ele já ganhou um Oscar e é o maior fodão). Pois que o filme seja ótimo é um pré-requisito obrigatório e neste campo a saga dos jovens libertinos-cinéfilos-cools dos anos 60, não decepciona.
A história de forma rápida e preguiçosa: três jovens cinéfilos dos caóticos anos 60 se encontram, se apaixonam, discutem cinema, política e claro… fazem sexo! Muito sexo! Eva Green nunca esteve tão nua! (tá eu paro com frases sensacionalistas). “Os Sonhadores” (pra usar uma afirmação clichê) é mais uma declaração de amor de Bernardo Bertolucci ao cinema. Mais do que o desejo sexual, o que une aqueles três jovens é a obsessão pelas grandes obras do cinema e o recurso do cineasta em entrecortar fatos importantes da vida deles, com cenas destes filmes só reforçam minha (óbvia) afirmação.
Duas grandes cenas: a transa na cozinha com um desfecho genial, pra não dizer bizarro. O diálogo na banheira.
Uma conclusão: Matthew e Theo (Louis Garrel, o francês por excelência) se amavam intelectualmente (isto é possível, eu acho) e Isabelle representava o desejo carnal da relação a três (muito bem encenado por sinal….)
Caros leitores, muito obrigado por mais esta resenha de protocolo.
2008 - primeiros dias

PS: Te amo (não leitor, não leitora é o título mesmo) é um porre de chato. Não fosse pelos nomes de peso como a “menina de ouro” Hilary Swank, o fodão do Gerard Butler e a simpática Kathy “Molly Brown” Bates, o porre açucarado de quase duas horas iria fracassar bonito. A história: casal de classe média ianque está em crise. Brigam, mas se amam. Daí 5 minutos depois ele morre e ela fica numa depressão “chic” assistindo filmes da Bette Davis. Daí várias cartas assinados pelo maridão falecido começam a surgir. Daí a mocinha começa a acreditar na vida novamente: dois bonitões em jogo… PS: zzzzzzzZZZZzzz
Impressões rápidas sobre qualquer coisa
Hoje, 8 em ponto, eu boicoto a prova de estatística. Não de forma involuntária já que meu chefe pediu pra madrugar na redação e acabei usando isto como pretexto. Agora, sentado em frente à tela, escuto Queen: “A Kind of Magic” Gênio este Freddie Mercury né? Daí em devaneio sem propósito penso: terá o rockstar boicotado algo na sua vida? A resposta: sim – o ostracismo. Mercury, pude constatar lendo Freddie Mercury por Jim Hutton da Editora Lira, era uma pessoa inquieta no sentido de sempre querer romper barreiras e impor limites cada vez maiores para suas extravagâncias artísticas. Queria “to break free” literalmente, musicalmente… um gênio. Agora faço a ponte de ligação: eu boicotando a prova de estatística, não vou vender milhares de discos, nem comover multidões… o máximo que vou conseguir é um tempo a mais para finalmente entender aqueles conceitos malucos obrigatórios. Nada visionário, mas inteligente estrategicamente falando? Não, eu não entendo nada de probabilidades…Hairspray - Em Busca da Fama ****

Beat it, beat it!
Ressaca após noite insana e Alex Kidd ainda tem tempo de degustar mais um filme. A retinaPOP (cogitando em mudar de nome pra retina INDIE ou POBRE) se alimentou de duas horas do mais puro delicioso “american way of life” da era Bush. O musical Hairspray com toda sua história redentora e músicas ensolaradas (do pop ao soul) é a prova que os ianques são a “raça” que amamos odiar.
A história se passa na Baltimore dos anos 60, fortemente marcada pela segregação racial: os brancos estudam e os negros, em sua maioria, vão pra sala de detenção. Tracy (a novata Nikki Blonsky) é a típíca heroína sonhadora que, quando não está dormindo na aula, passa a tarde toda assistindo o “The Corny Collins Show“- programa-musical-televisivo-sensação-da-época. Pois surge uma vaga e a menina após ser observada pelo apresentador em perfomance inspirada, acaba sendo convidada a integrar o time. Claro, os vilões … Amber Von Tussle e sua mãe Velma Von Tussle (Michelle Pfeiffer, com as melhores falas) vão infernizar a vida da gordinha. O papel do galã fica a cargo do rostinho-sensação do momento Zac-Efron e John Travolta está irreconhecível!
Já que estamos falando de um musical, analisar as músicas é essencial. Pois são todos assobiáveis, de refrão (e inglês) fácil, tudo para conquistar as platéias musicais. Os melhores números, claro, são os protagonizados pelos negros e a contagiante soul music. É como se o diretor quisesse mostrar que aquele é o lado certo da história toda – concordo plenamente! Refilmagem do filme homônimo, Hairspray é cheio de mensagens subliminares alguns bons diálogos e muita boa moral e ética. É o american way of life tentando se reeerguer com o resto do mundo – com o mesmo poder de um bom spray de cabelo.

















Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.