Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para comportamento
2008 - primeiros dias

PS: Te amo (não leitor, não leitora é o título mesmo) é um porre de chato. Não fosse pelos nomes de peso como a “menina de ouro” Hilary Swank, o fodão do Gerard Butler e a simpática Kathy “Molly Brown” Bates, o porre açucarado de quase duas horas iria fracassar bonito. A história: casal de classe média ianque está em crise. Brigam, mas se amam. Daí 5 minutos depois ele morre e ela fica numa depressão “chic” assistindo filmes da Bette Davis. Daí várias cartas assinados pelo maridão falecido começam a surgir. Daí a mocinha começa a acreditar na vida novamente: dois bonitões em jogo… PS: zzzzzzzZZZZzzz
Kurt Cobain frequentaria esta balada!
como surgiu a idéia do alcoholiday?
Vinicios. diz:
eu e a fernanda precisavamos de um lugar onde a gente ia ter certeza que ouviriamos tudo o que a gente gosta
a.k. diz:
e por que a preferência pelos anos 90?
Vinicios. diz:
ahh por que eu gosto do formato, e nao é anos 90 no geral, é uma parte bem especifica…”as guitar bands”, o “nerd rock”
quanto tempo tem o projeto? e como vcs recrutam os djs que animam a noite?
Vinicios. diz:
9 meses já! primeiro chamavamos só os amigos, mas depois passamos a chamar pessoas com afinidades com o perfil do projeto, e eventualmente alguem que diversifique um pouco
a.k. diz:
e durante este tempo algum setlist indevido colocou em dúvida a “ideologia” do projeto? rs
Vinicios. diz:
melhor eu nao responder, assim a dani e o denis nao ficam sabendo que eu fui super criticado
a.k. diz:
tá, agora deixe uma mensagem para os baladeiros insatisfeitos com a casa noturna que frequentam…
Vinicios. diz:
conheçam o alcoholiday
pelo menos música boa a gente garante
a.k. diz:
certo, o retinapop agradece vini!
#60
O fim de semana
Já tentei de várias formas sintetizar (ou focar) o caleidoscópio que foi meu fim-de-semana. Impossível. Primeiro que uma tremenda dor de estômago me impede de tentar fazer algo mais elaborado (ainda não descobri a causa desta dor insuportável) e uma outra razão é a urgência que todos este fatos pedem pra serem expostos . Confiram a primeira parte desta trilogia de sucesso.
Direção: Pedro Almodóvar com locações na Galeria Pagé, Mercadão de São Paulo,
Sinopse: Dois jovens futuros jornalistas, resolvem explorar as peculiaridades da maior feira (fechada) de São Paulo: o Mercado Municipal. Márcio tem a missão de recolher dados para uma urgente reportagem, pautado pelo temível Luís Gerardi – editor chefe de sua redação. Alex Kidd, em crise existencial, procura responder a uma questão, capaz de mudar os rumos da sociedade paulistana: comer pão com mortadela no Mercadão, faz um pobre se sentir menos pobre? Nesta jornada os rapazes descobrem que nem tudo é o que parece.
Direção: Woody Allen com locações na Vila Maria, Av. Guilherme Cotching e resturante “Tropicalia“
Participações Especiais: Efervecente “Eno“
Sinopse: Tudo começa quando a popular barraca de pastel “Takeda” encerra seu expediente. Sem o seu alimento “sabatino”, Kidd enfrenta mais um problema: onde comer? Nesta mesma hora, após adquirir novas cadeiras “verdes”, sua tia propõe almoçar fora. Um restaurante, dois atendentes muito estranhos e um cardápio questionável formam esta tragicomédia gastronômica.
Direção: Sofia Coppola Co-Dirigido por Peter Jackson
Participações Especiais: Ajinomoto
Sinopse: O dia é frio. Lá fora a chuva confirma o clima bucólico. Alex Kidd está trancafiado, mas não quer dormir. Um filme. Em poucos minutos a rainha Maria Antonieta (Maria Antoniette de Sofia Coppola) está suplicando para que o jovem Rei Luis XV a penetre. Mas nada, o rei só quer saber de cavalos. Edna Matos dorme na poltrona do vovô. Na projeção (em televisão Philips de 14 polegadas) a trilha sonora do filme é modernosa: “Strokes“, “New Order“… e dá-lhe Maria Antonieta comprando sapatos, enchendo a pança de doces, cheirando em festas…segundos, minutos, horas depois… ZZZZzzzz traindo (ou dando?) pro marido … Tia Edna aparece com pipocas temperadas com Ajinomoto… ZZZZzzz Maria Antonieta? Antonieta? Foi decapitada. Na TV, uma tela azul.
- “Adidas” (ou um estudo sobre a “classe-média”)
- Eu Sei o que vocês Fizeram na aula de ESTATÍSTICA Passada
- À Meia-Noite levarei seu BOI
#46
Deixa ser, como será!
Pop Sofisticado Confesso que quando ouvi a inglesa Amy Winehouse imaginei uma diva black das “antigas”, de voz potente que havia lançado um disco contemporâneo. Mas assim como Whitney Houston não usa cocaína, as aparências enganam. Recorro ao insepáravel Google e quase caio da cadeira quando vejo uma branquela bocuda e peituda. Mas nada disso importa… o som aqui é o destaque, Hip hop mesclado com jazz, soul… É a Motown e a “negada” ressurgidos! O disco em questão é “Back to Black” que como o nome sugere, revisita a black music dos anos 60. Canções como “Rehab“, “You know I´m no Good” são exemplos perfeitos de como as gerações e influências musicais se fundem. “Love is a Losing Game”, é uma balada tão potente que traduz o sofrimento mesmo antes de você senti-lo. Um sério candidato a disco do ano. A produção musical hoje pode parecer cínica e estas homenagens podem soar pretensiosas, mas (em tempos de Paris Hiltons e afins) são extremamente bem-vindas.
Música do Dia:
#42
A virgindade e a música POP
Há mais ou menos 25 anos atrás o cenário era um grande bolo e de dentro dele saia uma jovenzinha vestida de noiva. Uma “quase virgem”. O hit Like a Virgin consagra a carreira de Madonna e traz à tona um tema que já estava se tornando um tabu antes da canção: a virgindade. Se os anos 80 em decorrência da descoberta da AIDS pregava a castidade ou ao menos o sexo seguro, não seria forçoso afirmar que a música foi o estopim da associação da música POP com este tema até então “cavernoso”. A letra é cínica. A primeira impressão é que uma mocinha boba, virgem está falando sobre esta condição. Mas só pelos versos iniciais “Didn’t know how lost I was Until I found you” já dá pra ver que de virgem a moça não tinha nada! Madonna continuaria associar os problemas da jovem adolescente com “Papa don´t Preach” sobre gravidez na adolescência, mas este já é outro assunto.
Pulando duas décadas e a música ainda continua apostando na castidade como sucesso. Britney Spears que antes de parir dois rebentos numa única tacada, era a defensora da causa “faça sexo só depois do casamento”. Ao contrário da sua musa inspiradora, a garota forjou uma carreira ensinando passo a passo como provocar sem chegar às vias de fato. A máscara caiu 2 discos depois já que as vendas pediam por algo mais ousado, e do ex-namorado Justin Timberlake ter declarado num programa de rádio, que como virgem ela era uma ótima cantora.
No Brasil temos casos diferentes. De um lado a ex- “quase madre teresa de calcutá” Sandy e seus indefectíveis (pra não dizer insuportáveis) bons modos. Sandy só faltou lançar um auto-biografia sobre sua virgindade. Não que isto seja relevante pra mim, mas a partir do momento que se é obrigado a conviver com revistas estampando coisas do tipo “Papai não deixa, mamãe não quer” é revoltante! O clássico “Abre a porta Mariquinha” já era uma metáfora escancarada do que se resumiria a vida da moça.
Wanessa Camargo representa aquelas filhas que deixam a dúvida no ar. Pra desespero das mães que são obrigadas a tentar identificar aquela cara estranha (pra não dizer safada) de suas filhas. A moça nem negava, nem confirmava. Até que um belo dia (e todas as filhas que apresentam este comportamento ambiguo fazem isto) ela escancara em plenas PÁGINAS AMARELAS da Veja, que sua Mariquinha já escancarou a porta faz é tempo. Dá-lhe a declaração seguida de mais um cd lançado e temos a nossa velha e amiga música POP, lançando mais uma vez deste artificio pra se manter em evidência. Ou você acredita que quem consumiu Madonna, Britney, Sandy e Camargo eram realmente virgens?
Like a viiiiiirrgin!
#37
a retina que tudo enxerga: o outro lado da história
Internado no Hospital Israelita Albert Einstein, o chefe do Rabinato de São Paulo Henry Isaac Sobel foi enquadrado clinicamente devido a episódio de transtorno de humor, representado por descontrole emocional e alterações de comportamento. Segundo os médicos, Sobel estava sob tratamento medicamentoso e, por insônia severa, vinha fazendo uso imoderado de hipnóticos diazepínicos, causadores potenciais de quadros de confusão mental e amnésia.
Quisera-me ter simplesmente argumentado a situação hospitalar do líder religioso, mas de fato esta foi a declaração dos médicos nesta manhã azul de sábado. O Sábado é mais do que uma instituição do judaísmo, ou um mero protocolo contemplativo: é um período para uma trégua do espírito, necessidade de um recesso na intensidade laboral cotidiana. Serve para recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve tornar cegos ante a necessidade de viver. E se assim o é, quão triste é a situação deste que agora voltou a seu status de homem comum?
Sobel foi preso nos Estados Unidos da América depois de acusação por ter roubado de três diferentes lojas de grife, quatro gravatas de preços exorbitantes. Mas o que faria um senhor como ele, líder espiritual de profundo respeito, ter sido levado a tal pratica? Um homem o qual se uniu a outros religiosos, não somente brasileiros, como de todas as partes do mundo, para celebrar e recapitular ecumenicamente os pedidos de paz os quais todos os dias desejamos, desde os mais banais acontecimentos até as situações mais furiosas?
Junto a Paulo Evaristo Arns, escondia estudantes perseguidos pelo governo militar sob suas batas para que não fossem torturados ou mesmo mortos. Reuniu-se em missa ecumênica na cidade de São Paulo pela morte do jornalista Vladmir Herzog, e participou da coleta de documentos e relatos que resultou, em 1983, no livro “Brasil: Nunca Mais”, o mais completo compêndio sobre as atrocidades do regime militar. Ser comprovadamente um homem de Deus a quem nada é mais importante do que a religião. Foi o rabino que esteve presente no meu nascimento, no meu Barmitzvah, na morte de parentes – aquele que me mostrou a importância das velas no Hannukah, das preces a Rainha Esther, do Pes’sah.
Para um povo que já andou tanto por caminhos quebrados, vitima de anti-semitismo ainda hoje, perder a razão desta forma é, para mim, profunda tristeza. Este Sábado tem um sabor diferente para todos nós da comunidade judaica de São Paulo. Parece-me que, por um segundo, esqueci os olhos na necessidade de ganhar a vida.
p.a.b. (tem 23 anos mas prefere não se identificar)
#36




EMO segundo a Wikipedia:
Emo (abreviação do inglês emotional) é um gênero de música derivado do Hardcore. O termo foi originalmente dado às bandas do cenário punk de Washington, DC que compunham num lirismo mais emotivo que o normal.
R.R.-, 22
“bando de babacas desocupados, mistura góticos com hard core e suas musicas falam de sentimentos. Fisicamente dizendo são reconhecidos por usar uma maldita franja.”
M.S., 23
“mistura mal feita de punk e gótico onde parece que todos deitaram no chão e passaram um cortador de grama em cima do cabelo”
“alguém q não consegue se livrar das tendencias culturais de sua epoca, e que em eio a tantas tribos, escolheu uma qualquer, sendo esta, por razões próprias e misteriosas…rs, a que mais se identificou com ele…”
Na cena musical:
Os Precursores
Embrace
Para Meninas (e”meninos” tb)
Simple Plan – Shut UpO Emo encontra Tim Burton (com o figurino das paquitas)
My Chemical Romance – Welcome to the Black Parade E na “youtubedramaturgia…”
Os Emo-Rangers
e…
Os Caça-EmosUma produção “Filhos da Vadia”
Se é pra ficar triste que seja ao menos com o Joy Division!
* Este blog não tem como nenhuma finalidade ofender os “sentimentos sensíveis” da estética emo. Chorar ao ver o nascer do sol e gastar horas frente ao espelho retocando com perfeição a franja, ainda são considerados gestos inofensivos.




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Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.