Retina POP

No liquidificador, a cultura POP

Arquivo para cultura pop

Lego Arte

Pede Lego, pede Lego, pede Lego no Natal!  Quem nunca infernizou seus pais com esta maldinha musiquinha? O blogueiro se inclui nesta lista. As pecinhas capazes de montar tudo o que quiséssemos, fascinava. Acontece que tem gente que levou a brincadeira tão a sério e faz do Lego uma forma de arte – os chamados Lego Builders.

O nova-iorquino Nathan Sawaya é o mais criativo desta leva. O escultor tem mais de 1,5 milhões de peças em seu estúdio e o mais espantador, suas obras são todas em tamanho real! Um legítimo Lego Builder.

 

 

 

Confira mais o trabalho de Nathan aqui.

 

Santa criatividade…

Capa da Rolling Stone de Abril…

Arte metalizada

Um dos princípios do pós-modernismo é a reciclagem. O site Worth1000 (especializado em edição de imagens, coisa de photoshopers) propõe uma “revisão” de obras clássicas. A idéia é repensar obras famosas substituindo seus personagens por robôs. Obviamente a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, encabeça estas releituras. Gostou? Veja mais aqui.

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‘A criação de Adão’, de Michelangelo: Deus ganha braços a lá Terminator.

Madonna rules the world!

Agora é oficial. Madonna está imortalizada no “Rock and Roll of Fame“. A cerimônia foi ontem e teve até o Iggy Pop tocando dois clássicos da cantora: Burning Up e Borderline. O video abaixo é a síntese que o evento fez da carreira da cantora. Brilhante e imperdível!

Mas como a tia não descansa, já caiu na rede a capa de seu novíssimo single, 4 minutes. O rapaz ao lado dela dispensa apresentações né?

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Who´s that boys?

Enquanto não confiro Tropa de Elite para um post mais que oportuno, enrolo vocês falando de música. No começo da década passada, sinônimo de “querer-estar-na mente-de todas-as-garotas” era participar de uma boy band ou seja: fazer videoclipes com a camiseta molhada (vide foto ao lado), cantar doçuras de amor e ter uma sonoridade fabricada. BackStreet Boys, Nsync eram os top top. Five e Westile, os genéricos. Felizmente a moda não durou muitos discos (apesar de alguns não terem se dado conta disto ¬¬) e agora ser cool é ser outra coisa: multi-tanta-coisa-faço-tudo-sou-fodão”. E isto é otimo! Justin Timberlake, Calvin Harris e Mika são a tríade responsável pelo pop estiloso e eficiente, responsável por arrebatar a (tão estudada) cultura de massa.

Timberlake? Mas ele não era do… sim caros leitores, o rapaz é prova master que o homem é um ser em franca evolução. Justin era o líder do Nsync (como vocês não soubessem) a boy band do rapaz com voz esganiçada. Quando o barco começou a afundar para o quinteto, o rapaz espertamente juntou uma turma de manos e botou pra quebrar com hip-pop para a molecada: Justified é lançado. Recebido com bons olhos pela crítica, o ex da Britney (dispensa comentários) conhece Timbaland, os dois se apaixonam e em 2006 temos o FutureSex LoveSounds, disco este que o blogueiro acredita como divisor de águas no marasmo que a música que “nós importamos e adoramos” passava. Agora o lance (alguem se lembra deste?) do rapaz é fazer parcerias: já trocou figurinhas com Madonna, Macy Gracy, 50 Cent, Sérgio Mendes, Duran Duran…
Cantor, compositor, produtor e.. inglês! Se Justin bebe na fonte dos grandes perfomers dos anos 80 e flerta com a galera do hip hop numa sonoridade nova, Calvin Harris só quer saber do passado. Ter saudade dos anos 80 nunca se manifestou de tal forma como nos nossos esquecíveis 00. O rapaz de 23 anos lembrou do passado, usando a tecnologia. Suas demos no MySpace (se não tem, crie) chamaram a atenção da EMI que logo o contratou. I Created Disco é um show de sintetizadores, barulhinhos estranhos e letras econômicas ou machistas. Proclamando que pega todas as garotas (de preferência as que nasceram nos anos 80), ouvir e querer ser Calvin Harris é cool. Representa a faixa dos “moderninhos”.
Mika é um turbilhão de cores e raças. O pai é norte-americano, a mãe-libanesa mas cresceu em Londres – com dislexia. Vítima de gozações e brincadeiras de mal gosto achou na música uma forma de “sei-la-o-que” (poderia usar expressão mas isto tá mais do que batido). Muitas óperas depois, resolve unir o clássico ao POP mas o estilo “arrojado e diferente” atrapalhou por um tempo seus planos (uma tal de “Everybody” tava na moda). Mas uma dia um arco-iris desceu na terra, os passaros cantaram de forma inspirada e tudo deu certo! Grace Kelly toca nas rádios, contagia todo mundo e o cantor-compositor-com-voz-de-Freeddie Mercury, é considerado a revelação de 2007. “Love Today“, “Relax, Take it Easy” e baladinha-sai-do-armário “Billy Brown“… falam ao coração de todos e a música POP respira feliz…

…por ter encontrado uma geração (que se não inova) também não suja sua reputação. Não basta ser um rostinho ok, tem que produzir, fazer parcerias e acima de tudo uma música que fuja do lugar comum. Certo, mano?

Pronto falei, fiz jabá e terminei mais um texto. Tropa de Elite (porque todo mundo só fala disto e eu tô morrendo de raiva por ainda não ter ido ver), talvez quinta-feira. Portanto aguarde mais um “post-calhau” pra amanhã.

That´s all!

Britney Spears é um gênio!

Enquanto uma decadente indústria musical tenta laurear um esquema falido há tempos, a princesa (rainha?) do POP, dá um soco certeiro na face destas mentes arcaicas. Não leitor, o blogueiro não ficou louco (irônico talvez), mas ao apresentar-se de barriguinha roliça, megahair malfeito e playback capenga, a cantora está apenas jogando na nossa cara aquilo que aceitamos sem pestanejar. Britney não é só cria da (tão citada, falada, comentada) indústria cultural, é filhote nosso… em franca evolução!

Os bastidores do tão comentado VMA (Video Music Awards da ultrapassada MTV) nos dão relatos da esperteza da moça. Brigas com cabelelereiro encarregado do milagre do megahair e a recusa de usar o espartilho que esconderiam sua “fora de forma” dão sinais de como Britney é gênio. Acompanhe o raciocínio. Amy Winehouse é festejada por tudo aquilo que a moral norte-americana abonima: escândalos terminados em pancadaria, alcoolismo, drogas , overdose… e ela se recusa da tal “reabilitação”: virou febre. Britney à sua forma é uma versão “Big Mac” da cantora inglesa. Com ressalvas quanto à qualidade musical, ambas com seus escândalos pessoais encontram um ponto em comum.

Naquela noite Britney teria os holotes de toda a forma. Seja como uma apresentação exemplar (vide Alicia Keys) ou não, no dia seguinte os inúmeros comentários seriam pra ela. Dito e feito, e com toda aquela apatia no palco, o efeito foi dez vezes maior. A cantora percebeu que esta linha “amalucada” que optou seguir é a mais correta nestes tempos de caos. O mundo virou de cabeça pra baixo. Vocês querem mais? E dá-lhe a popstar mais uma vez desfilando “desprotegida”. Foi o passo para o Olimpo.

Tudo o que importa

Capa da Rolling Stone de Setembro


“Isso é demais… É uma piada” - James Righton do The Klaxons, banda vencedora do Mercury Prize (o prêmio mais importante da música POP)

Em off: meu amigo fala que é um Tribalistas gringo..rs


A ópera quando POP, chora…
Luciano Pavarotti (1935-2007)

Madonna: Consciência mascarada ou idolatria subversiva?

por abner fortunato

As notícias do mês de julho traziam uma “surpreendente” notícia do mundo pop, uma figura desconhecida, anônima figurava na mídia nacional e internacional, a ‘felizarda’, como foi chamada, era Sophie Crawford, e para muitos ela merecia uma busto que imortalizasse sua face, afinal o que ela conseguiu não é pra qualquer um. Mas o que uma garota de apenas 16 anos teria feito? Ora, por alguns minutos foi a garota mais feliz do mundo e sentiu como se sua vida tivesse mudado para sempre naquele momento ao ser abraçada pela “deusa maior” do mundo, lady Madonna Ciccone, durante a sua exibição no LiveEarth, evento que serviria para conscientizar o mundo a respeito dos problemas ambientais decorrentes do aquecimento global.

Madonna tinha mesmo que ter se apresentado no LiveEarth. É claro que por se tratar de um evento de tamanha magnitude com uma causa tão nobre, não poderia faltar a madre poço de bondade e consciência do mundo, que aliás, pobrezinha, foi muito criticada pela imprensa pelo mero fato de ter sido vista em 2006 com um casaco de peles mixuruca, grande injustiça com a pobre senhora de meia-idade não é mesmo? Que dizer então dos maldosos comentários a respeito das ações em empresas que mais poluem o meio ambiente? Deve ser só especulação não é mesmo? Afinal, dois bilhões de dólares a mais ou menos não podem fazê-la nem mais pobre nem mais rica. Mas quem liga pra isso tudo? O importante é que os fãs de Madonna estão cada vez mais conscientes e se aprofundando em assuntos relevantes mundialmente falando, quem é que não se lembra da discussão sobre a performance de Ray of light? A pergunta que não quer calar: Madonna tocou ou não tocou a guitarra?

Ironias a parte. Não há dúvidas de que muitas das letras musicais de Madonna sejam inteligentes, mostrando uma realidade mundial pelo dizer o não dito, mas será que isso basta para que os fãs compreendam o sentido político presente em sua arte? Uma vez perguntei a um fã o que ele pensava sobre a canção American Life, a resposta foi bem simples: “eu acho que é por causa da Guerra. A Madonna odeia o Bush.” É claro que nem todos estão prontos para entender os sentidos mais subliminares, não é mesmo? Que dizer da hipótese da canção Sorry ter sido dedicada aos perdões que a Igreja Católica tem “pedido” ao mundo nos últimos anos em decorrência de seus vários atos desumanos cometidos ao longo da história (lembrando que fazer discurso em várias línguas é uma atitude muito típica dos papas). Méritos por uma crítica capciosa não deveriam faltar à cantora, mas é uma lástima a grande a maioria de seus fãs nem se darem conta disso.

Na verdade, muitos destes fãs são jovens e vêem esta senhora de quase 50 anos como um depósito de esperanças, de maneira que encontrem um álibi para justificar suas atitudes e drenar seus sonhos. Em uma de suas canções, a madame anti-americanismo afirma: “Se é amargo no começo será mais doce no final.” Tal utopia subversiva aparentemente com estatuto de verdade indubitável faz crer que é possível que haja um futuro melhor diante das adversidades que muitos jovens, sobretudo homossexuais, passam na atualidade, poderia até ser dito que isso instiga à luta pelos ideais, no entanto, nada garante a vitória num mundo hostil como ao que vivemos contemporaneamente.

O que deve ficar claro aqui é que não se trata de classificar Madonna como boa ou ruim, nem como influência relevante ou não, se trata na verdade de abrir os olhos para uma realidade de alienação que vêm sendo construída diante da idolatria desmedida de um ser físico e mortal. Admirar o artista pelo seu trabalho, talento e atitude é algo que não pode e nem precisa ser negado, não obstante, fechar os olhos para a própria vida, aclamar um ídolo sem fazer nenhum tipo de reflexão e deixar que vida pessoal de uma divindade terrena faça parte de seu cotidiano são fatos que merecem um amplo debate. Afinal, estamos sob o risco de bater palmas e levantar bandeiras para atitudes deploráveis e degradantes, pelo simples fato de serem feitos realizados por “deuses” de carne e osso.

*Abner Fortunato cursa o 3º ano de Letras na Unesp de Rio Preto e gosta muito da diva POP.

No frio, abra o guarda-chuva!

Antes de tudo que escrever não seja uma obrigação. O prazer é a busca constante. Sim, estou sempre muito bem acompanhado de ótimos conselheiros. A retina volta ao batente, falando de tudo e de nada. O frio cortante em São Paulo espantou qualquer forma de atividade social… o cobertor e o Nintendo DS foram minhas melhores companhias. São meus grandes amigos.

Cobertores foram três. Meias, duas com um devido auxílio do secador de cabelo pra esquentar os pés. Cobertores, frio = televisão. Novelas. Das produções pretensiosas e requintadas da TV Globo (“Da Cor do Pecado” já é clássico) às tranqueiras do SBT – mesmo achando “As Pupilas do Senhor Reitor” uma ótima produção, na emissora errada. Simpsons pra “intelectualizar” (?) e que raios é a ex-BBB Íris qualquer-coisa apresentando um programa de fofoca. Quero ser famoso!

Ah a Nintendo… O gênio adormecido finalmente acordou. Tá clichezinho horrível para definir a reviravolta da Big N no mundo dos games. A proposta é clara: mais é menos, a simplicidade está em voga. O Nintendo DS com suas duas telas, a poderosíssima Stylus (a canetinha) e jogos simples, mas intuitivos… consomem todo seu tempo e vida social. Vovó passa férias em casa, mas você só quer saber de ficar debaixo da cobertas cuidando do seu Nintendog, ou ajudando as pessoas à recuperarem sua auto estima no “dançante” Elite Beat Agents. New Super Mario Bros é um clássico reinventado. São tantos jogos… O tempo é curto.
“Please don´t stop the Music!” Grita a nova mania da música POP. Um amigo diz que o fenômeno Rihanna não passa de Outubro. “Quero ser a Madonna negra” é a sentença da cantora. Inversão de papéis? Madonna grava disco “black” com Timbaland e as divas do gênero querem ser a Rainha do POP… Sinais dos tempos? Que tempos? Voltando na intérprete da música mais imbecil, mas não menos grudenta da temporada, de fato Rihanna tem cacife. Seu Good Girl Gone Bad atira pra todos os lados, mas é um primor de produção. Conselho de amigo: não escute Umbrella! É hit do capeta e gruda na cabeça!
E teve o Pan, teve a Jade, tem o Alemão (o morro, não a aberração) e a TAM! Vivemos num país surreal, abençoado por Deus… e sim, bonito por natureza – vide as últimas atrações da Playboy! Autoridades omissas, greves… medalhas de ouro na modalidade incompetência! O bronze fica pra quem escreve coisas como estas. Somos a boa idéia que deu errado. Estamos quase lá!

Ella ellla ê, ê…

#70

O impechament do Superman





Publicado originalmente em Junho 2005 no site Scoretrack.net no auge do escandâlo mensaleiro

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