Retina POP

No liquidificador, a cultura POP

Arquivo para livros comentados

Deixa eu brincar de ser feliz…

Caros foliões! Alex Kidd não tem fantasia, não escreveu um samba enredo e nem é dado às festanças purporinosas. O menino-blogueiro, na verdade, “adora” estar enfurnado numa redação esperando um excelentíssimo jogo do São Caetano e um da… Portuguesa? :)

Ironias á parte, vamos conversar.

O retinaPOP completou um ano estes dias atrás! É amiguinhos, 365 dias de devaneios, de resenhas musicias, crônicas amalucadas… e saibam o quanto é prazeroso isto para mim. Falar com vocês… comunicação! Este negócio de blog é o maior legal, e todo mundo “maior legal” devia ter um, dar seus pitacos na vida (sua e dos outros) e deixar um legado para o amanhã. Encerro o parágrafo me desejando mais um ano.

Agora fica uma dica. Encerrei a leitura em Janeiro, um mês que na minha singela percepção, é pior do que o temido Agosto. Explico: é o mês que as dívidas amalucadas de Dezembro batem á porta, o que você fica planejando seus próximos passos sem chegar em nenhuma conclusão efetiva, e do marasmo musical – ninguém lança nada! Ah a dica! Heheh (eu me empolgo minha gente!) Então… leiam o livro “Uma Longa Queda” do Nick Hornby e conte até 10 para não se suicidar…
1.. 2…10!
O livro conta a história de quatro suicidas que acabam não consumando o fato – e tentam “sobreviver” ao fracasso. Um famoso apresentador de talk-shows, a filha do Secretário da Educação de Londres, um ex-roqueiro e a mãe de um deficiente, são os tipos da vez. Hornby (o autor) é cultuado pela sua linguagem “cult”, moderna e POP que fala nos ouvidos de uma geração. É como se os personagens de Alta Fidelidade tivessem crescido e fracassado, mas a narrativa também pode ser encarada como uma auto-biografia do autor, enfim… é coisa de gênio, vicia e eu recomendo. De verdade!

Eu tenho mais coisas pra contar, mas o post tá enorme e eu volto um outro dia. O Los Hermanos (em mais uma de suas profecias barbudas) cantavam: Todo Carnaval tem seu fim…
I just can´t wait.

Verborragia POP

Viver sob pressão é: estar em semana dupla de provas e não saber nada de estatística, estar em véspera de uma revolução do projeto gráfico do jornal que você diagrama, trabalhos por fora que consomem toda sua paz e sanidade, é caminhar até a faculdade, pegar ônibus, almoçar rapidamente e ainda estar de bom humor. Agora você para e respira. Agora você senta e escreve. Olá leitores do retinaPOP!
Abusado é tudo isto mesmo?

Leitura obrigatória para todos os estudantes de comunicação, a obra-prima de Caco Barcellos é recomendada pelos professores, assim como os religiosos impõem a Bíblia. Peguei o camalhaço do tráfico e fiquei convertido sim, pela figura fascinante de Juliano (Marcinho) VP. Talvez pela parcialidade de Caco que permeia todas as páginas ou por Juliano ser mesmo uma espécie de revolucionário à sua maneira. Seus atos que às vezes não correspondiam com que se esperava de um dono do morro (vide quando preferiu ser motivo de piada à matar uma esposa infiel) e quando começa a acreditar numa nova forma de gerência na boca e no tráfico, com fortes idéias humanistas e sociais o tornam cativante. Infelizmente Barcellos com uma narrativa confusa, cheias de flashbacks incompreensíveis torna a leitura cansativa. Talvez a pressa em terminar o livro, que teve sua concepção denunciada numa CPI (que levantava o envolvimento da polícia com o tráfico) contribuíram pra falta deste “tempero”. Vencedor do Prêmio Jabuti (honra máxima da literatura nacional), Abusado como relato de uma realidade nem um pouco alheia a nossa é chocante. Como literatura (o que talvez nem seja a pretensão de Barcellos) está aquém de um Truman Capote.
Cuidando da pele

A correria pede vaidade. A fórmula caros amigos perdidos em chocolate e de rosto esburacado, são as duas palavrinhas estadunidenses (porque é mais chic) oil free. Eu traduzo: livre de óleo. Não culpe o cacau, a culpa é do catchup. Os produtos oil free, por serem desprovidos da substância do condimento vermelho, ajudam a sua pele a ficar mais “seca” e livre do mal. A receita: lave muito rosto, use um protetor solar oil free e seja feliz.

Tropa de elite!
Não vi, mas depois de conhecer as entranhas do tráfico com Abusado, quero conhecer o lado da polícia. É o BOPE dando tiro. Pum, pum pá, é traficante caído! E ter uma overdose (trocadilho do “bom”) de Wagner Moura nunca é demais! Sexta-feira tô no cinema. Não me rendi ao crime, não comprei o dvd!
Bebel???

E por falar em Wagner Moura…
O último capítulo de Paraíso Tropical, salvo as melodramáticas e obrigatórias cenas de casamento finais, foi eletrizante. Quem matou Taís deixou de ser o centro da questão quando o Olavo enfim revelou que era ele, e o óbvio às vezes surpreende. A Bebel depondo na CPI foi uma ótima forma de dizer como nosso Congresso é uma zona. Palmas para Moura e Camila que roubaram a cena o tempo todo. Gilberto Braga mais uma vez recorta uma época e cola na nossa retina. Um baita novelista.
Pra ouvir no boteco do Joaquim
Orquestra Imperial. Vale ouvir Salamalequelarga esta vida, chuta este balde, larga este prato no chão “. A amarantica O Mar e o Ar e arrematar com o samba gostoso Não foi em vãofoi bom te ver mais uma vez, poder te perdoar e dar por fim a mágoa deste mal-amar


Somos modernos, blasés e cool ou Onde está o Amarante?

É isto!

Ah e, segundo uma amiga, os homens são tão metódicos e as mulheres tão “mais, mais” porque a ereção masculina é linear, reta (pra não dizer prática). As mulherem gozam melhor, em círculos… Então tá!