Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para música
Chromeo – Fancy Footwork *****

A cartilha do mainstream POP reza: contrate Timbaland e faça muito dinheiro. Hip-Hop+R&B+Tecladinhos eis a fórmula do produtor. Mas toda ”cena da vez” tem seu lado underground e neste gueto quem manda é o Chromeo. A dupla canadense, formada pelos integrantes Dave One e Pee Thugg faz eletrofunk com um único compromisso: trazer o groove certo.
O segundo disco dos caras “Fancy Footwork” não reprime o suor. Tenderoni abre a pista com versos simples “you and i, baby we go side by side. me and you, tell me what we’re gonna do” e da-lhe a percussão inteligente fazendo contraponto com os versos. Bonafide Lovin´ lembra The Gap Band (banda de soul/funk que fez muito sucesso nos anos 80) e os solos de guitarra juntamente com as onomatopéias (Ô Ô, Fiu, fiu!) também são importados daquela época. De novo, temos a indispensável programação eletrônica (beats, loops e afins).
Lançado em 2007 e precurssor do bacana “She´z in Control” (2003) Fancy Footwork tem tudo para cair no gosto do povão. Mas se isto signficar vender a alma para o diabo (leia a primeira frase do primeiro parágrafo) que o Chromeo limite este groove honesto à sua página no Myspace.

Goldfrapp – Happiness
O novo single do Goldfrapp, rivaliza de forma singela (e feliz) com o blockbuster Jumper – que terá sua resenha aqui no retinaPOP dentro de algumas horas.
Pílulas POP: Gwen, Radiohead, Moby & 4 minutes
Como boicoitei a prova de sociologia, lá vai:
DON´T SPEAK!
Gwen Stefani, finalmente percebeu que enquanto Madonna estiver viva ela não tem chance com a carreira solo, tomou uma decisão sensata: voltou para o No Doubt. A loiraça, grávida do segundo filho, anunciou estar em estúdio com a banda (o último deles foi o melô-pop Rock Steady) e o lançamento do albúm está previsto para a metade do próximo ano. “Estamos nos divertindo muito. Acho que tem a ver com o bebê que estou esperando, e acredito realmente que este pode ser o álbum mais inspirado do No Doubt.” Como a produção é do figuraça Mark “Spike” Tent (Bjork, Britney), espere um retorno às origens dub, mas claro, com um pé no bom e velho POP.
SERVIÇO TERCEIRIZADO

Já a turma do Radiohead ainda na linha do “do it yourself”, convoca seus criativos fãs para remixarem uma de suas canções: “Nude“, novo single do comentadíssimo “In Rainbows”. Os trechos para o remix você pega no Itunes (logo muitos de nós não teremos acesso à interatividade) e as melhores canções serão expostas no www.radioheadremix.com. Legal né? Qual será o próximo passo? Escreva as canções da banda? Faça shows para o Radiohead? Este mundo moderno…
O VEGAN FALA
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A nota do Moby é bem curtinha. O vegetariano, ativista político e ah…. DJ nas horas vagas! acabou de lançar mais um disco – Last Night. O site (minha bíblia de música eletrônica) rraul, conseguiu uma entrevista bem bacana com o careca. Eu recomendo o clique!
WE ONLY GOT 4 MINUTES TO SAVE THE WORLD!
E por fim a dúvida. Quem pega quem no clipe de 4 minutes? A estréia mundial está prevista para amanhã, mas tá todo mundo torcendo para que vaze logo esta droga! Um veredicto antecipado: o conjunto fotografia, figurino e cenário estão perfeitos. O photoshop e a academia são os melhores amigos da Madonna (eu desafio futuras esposas a se manterem enxutas como ela, depois dos 50). Justin de “barbinha” garante a audiência feminina. E o que são aqueles corpos em estado de decomposição? Um vírus que mata em 4 minutos? Porra vídeo, vaza! Vaza, vaza….
Bjork – Wanderlust
São sete minutos de pura maluquice visual. Será uma ode aos filmes de fantasia? Uma homenagem aos games medievais? Drogas? Bjork usa sua música de vanguarda apoiando mais uma vertente: os videoclipes tridimensionais. Portanto, coloque seu óculos bicolor e aprecie Wanderlust em sua totalidade.
Kanye West + Chris Martin = Homecoming
Algúem precisa avisar pro Kayne West parar de fazer músicas ótimas e clipes cools. Aqui em parceira com Chris Martin (irreconhecível sem a cabeleira da fase XY), o rapper apoiado num arranjo genial de piano (obra do “coldplayer) destila seus versos inspirados. A direção do vídeo, enriquecida pelo sempre elegante p&b, confirma o tino de Kayne pelo bom gosto do casamento canção/imagem. Em tempos de “florindas”, “emochatos” e american idols, West rema contra a maré.
Eles (ainda) usam black-tie!
Sam Sparro é a resposta americana, para a efusiva explosão “londrino-libanesa” chamada Mika. Aqui o clima é glam (de black-tie e tudo) e a canção é uma mistura de Oh La La do Goldfrapp com versos viciantes de tão redondos. Ladies and gentlemans com vocês… Black and Gold!
Cante com eles!
We´re From Barcelona
I’m gonna sing this song with all of my friends
and we’re I’m from Barcelona
Love is a feeling that we don’t understand
but we’re gonna give it to ya
We’ll aim for the stars
We’ll aim for your heart when the night comes
And we’ll bring you love
You’ll be one of us when the night comes
5 motivos para você ouvir Vampire Weekend
1 - Eles são a banda hype da vez. (Arctic o que?)
2 - O som (feito por “brancos ianques”) bebe na fonte do Pop Africano criando uma nova modalidade: indie-afro-rock-pop
3 - Por pérolas como: “Mansard Roof“, “Oxford Comma” (belíssima) e tudo o mais…
4 - … e “A-Punk” também derruba a pista!
5 - Pra você ter conhecimento da “cena” anterior, quando uma nova banda for o hype da vez!
Blake´s got a new face!
. Saiba (bem) mais aqui!
. O disco você pega aqui!
. A-Punk você assiste aqui mesmo!
Madonna rules the world!
Agora é oficial. Madonna está imortalizada no “Rock and Roll of Fame“. A cerimônia foi ontem e teve até o Iggy Pop tocando dois clássicos da cantora: Burning Up e Borderline. O video abaixo é a síntese que o evento fez da carreira da cantora. Brilhante e imperdível!
Mas como a tia não descansa, já caiu na rede a capa de seu novíssimo single, 4 minutes. O rapaz ao lado dela dispensa apresentações né?
Não tem como não gostar

Quantas vezes você já sentiu um arrepio estranho ao ouvir determinada música? Várias. E quando o sentimento de euforia percorre na audição de albúm inteiro? Poucas. É esta medição que difere um albúm de “verão” de um albúm clássico. Em 2008 dois grandes discos comemoram sua permanência através dos anos. Thriller e Ray of Light, duas obras-primas incontestáveis da música POP, respectivamente 25 e 10 anos depois, pedem uma releitura.
A compilação mitológica de Jackson já transcedeu de apenas “uma mercadoria” da indústria POP e hoje serve como peça fundamental para entendê-la. Os recordes assombrosos de vendas (o disco mais vendidos de todos os tempos, ultrapassando as 100 milhões de cópias) é apenas uma consequência da poção mágica que o cantor e seu produtor Quincy Jones preparavam. Thriller pode ser entendido como produto e como arte. Os arranjos inventivos (refinar a disco de Off the Wall com pitadas de soul e rock), Jackson quebrava os limites entre música de branco e de negro. Era tudo uma coisa só. As imagens geradas pelos videclipes potencializadas por coreografias e efeitos-especiais típicos dos anos 80… Thriller é história!

Ray of Light pontuou mais uma fase de Madonna. E mesmo depois ela se tornando uma cowgirl, mudando para ativista política e invocando a frivolidade como Disco Queen, a imagem da mulher espiritualizada, arrependida dos pecados cometidos outrora, é a que mais mexe com o imaginário dos fãs . É onde a popstar mostra o quão longe pode chegar com sua música na mais brilhante auto-crítica já feita.
Primeiro porque Madonna achou um som tão etéreo e cheio de nuances (some melodias inspiradas e letras reflexivas) nos dando a impressão de que todos seus trabalhos anteriores não passavam de um mero ensaio comercial para esta verdadeira representação do artista. Os discos posteriores, nunca alcançando este em qualidade, só comprovam o quanto Madonna há dez anos atrás estava selando seu compromisso com “o artístico”. Experimente ouvir Frozen e não se apaixonar pela canção logo de cara? De não querer celebrar o dia com Ray of Light?
Fã ou não de Michael Jackson ou Madonna, estes dois momentos de grande inspiração soam como um ato incontestável. Não tem como não gostar.
Escute aqui!
- Ray of Light – Madonna, 1998 ***** (produzido por Madonna, Willian Orbit e Patrick Leonard)
- Thriller – Michael Jackson, 1982 ***** (produzido por Michael Jackson e Quincy Jones)












Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.