Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para reflexões pop
O método Seinfeld
´Terminei a primeira temporada do Seinfeld. (*****). Curtinha, com apenas 5 episódios imensamente divertidos. E mais uma vez peguei o bonde andando… pior é não chegar no destino né? Enfim, o legal é que nesta temporada tudo de “pior” acontece com o Jerry. A lavanderia encolhe suas roupas, ele perde grana investindo na Bolsa, o fim de semana com a namorada é um fracasso enfim…o cara é MUITO azarado. Pensando nesta resenha, uma amiga de classe chega no Messenger reclamando e usa as palavras mágicas. Bingo, acho um rumo! Que raios as pessoas insistem no inferno astral?
Eu sou o desastre em pessoa: tropeço em qualquer lugar, vivo quebrando as camas e privadas alheias, tenho cicatrizes na cabeça e no braço por pura “lerdeza”. E tudo isto bem antes do mês de dezembro. Botar a culpa no tal inferno astral seria uma medida covarde para justificar a minha falta de destreza. Inferno astral é coisa para Cavaleiros do Zodíacos! Para cartomantes que precisam bater cartão e labutar. Fulano deixa a filha cair do milésimo andar do prédio? Inferno Astral. Encheu a cara, bateu o carro e deu PT? Você precisa entrar em comunhão com os astros, meu filho!
No seriado o Jerry converte seus desastres contando piadas recheadas de cinismo. Eis a solução: foi despedido? Ria da sua incompetência, ela está fazendo o mesmo de você.
John Travolta e a evolução (?) da espécie

A última da noite. No arquivo Rolling Stone deste mês, eles resolveram traduzir uma longa entrevista com o astro John Travolta feita na época de divugação da bomba que foi “Os Embalos do Sábado a Noite Continuam“. Li e infelizmente não fique supreso com a quantidade de bobagem dita pelo jovem ator. Coisas como “eu adoro de falar de sexo com negros”, “tenho vários relacionamentos ao mesmo tempo” e o estopim, para Tony Manero, a mulher “além de inteligente tem que ser gostosa”, ou seja, esta pilha de bobagens só serviram para eu concluir duas coisas:
- A Rolling Stone gringa, por favor, tem um arquivo infinitamente rico para ser traduzido.
- O tempo (e isto me consola) acaba por “moldando” alguns pensamentos.
E é isto. Queria comentar o primeiro episódio de Desperate Housewives e o quanto eu quis também cometer suícidio por nunca ter visto esta maravilha antes – assunto para um próximo post.
Alex Kidd 2:2.1
Leitores do retinaPOP aqui estou eu! Sábado, em casa, falando com vocês. A semana foi de muitas novidades. Alex Kidd aceitou um novo desafio e agora passou para um novo level: diagramar a maior (e melhor?) revista de videogames do país: a EGM - a Rolling Stone dos videogames (porque eu adoro fazer esta analogia).
Pois então, foi tudo muito repentino… me ligaram, eu fui, aceitei e topei. Fiquei um pouco chateado por abandonar a turma lá do Lance (que se divirtiam pacas com minhas trapalhadas e por isto devem estar sentindo minha falta também). Como reza o Manual do Bom Relacionamento, aproveito para dizer o quanto este 1 ano de Diário Lance! foi importante. Aprender a lidar com pessoas diferentes de você (de atributos que passam do humor, ao nível de experiência), a entrar na rotina frenética de uma redação esportiva (oooh Alex, fecha esta página, fecha esta página, Alex!) enfim… Borba, Cauê, Ira, Vitor e Marina… vocês estarão na minha biografia em uma capítulo bem diagramado!
Agora o universo é outro. Um espelho enorme, um batalhão de anúncios… outras pessoas e videogames! Mas já vou desmitificando… ninguém joga videogame o tempo todo lá (eu mesmo nunca entrei na “sala sagrada” onde ficam todos os consoles que você imaginar), é hard job todo o tempo. Mas é uma nova experiência né? Novos atalhos de Photoshop, uma gama de estilos de parágrafos, caracteres… e ah, não tem como escapar do Mac!
Mais um ciclo. Outra fase. Para Alex Kidd, o game over ainda está bem longe.
o retinaPOP apoia o movimento das lavadeiras!
Minha cara ilustre comparsa de longa data e todos os anos, Elaine. Em atitude inédita a política editorial do retinaPOP “discorda” de seus sábios pensamentos. Analisando todos estes acontecimentos surreais dos últimos dias, Alex Kidd no apogeu da euforia do episódio Chaves, chega a conclusões que batem de frente com as suas. O grupo “Chaves/Lavadeiras” em momento algum deixou de ser subversivo em seus atos. Hoje, em tempos que subversão significa dirigir bebado e ser fotografado sem a lingerie-nossa-de-cada-dia, se travestir do maior ícone de toda uma geração latino-americana é ato digno de todo o movimento estudantil no periodo do chumbo grosso. É o jovem alienado, quebrando o gelo do comodismo, se expressando.
O problema não são as jovens ingênuas e sim os tempos nebulosos que vivemos. O conceito de mudança, de quebrar a condição social favorável é outro. E na selva, onde só os leões bebem água, ser gambá e pintar o pelo de roxo é a solução (tá metáfora sem-vergonha…) Se os hippies da USP faziam seu PIC inspirados em idéias Cheguavarianas, hoje o Seu Madruga é quem dá as caras e quem somos nós (Tropa de Elite?) para discordar?
Eu ainda acho que para apresentarmos nosso Pic, eu deveria estar vestido de Michael Jackson, a Claudinha de Madonna (não vejo uma outra figura), o Vini de Slash, o Luiz de algum-roqueiro-insatisfeito-com-o-sistema e vc de punk pós-madame-satã. Já pensou o estrago? Os burburinhos, o frisson?
Documentários, revistas… estavámos todos errados! Ninguém mais tem paciencia com o Jornalismo. “Cale-se, cale-se que você me deixa loooouco!” – diria o professor Girafales.
Impressões rápidas sobre qualquer coisa
Hoje, 8 em ponto, eu boicoto a prova de estatística. Não de forma involuntária já que meu chefe pediu pra madrugar na redação e acabei usando isto como pretexto. Agora, sentado em frente à tela, escuto Queen: “A Kind of Magic” Gênio este Freddie Mercury né? Daí em devaneio sem propósito penso: terá o rockstar boicotado algo na sua vida? A resposta: sim – o ostracismo. Mercury, pude constatar lendo Freddie Mercury por Jim Hutton da Editora Lira, era uma pessoa inquieta no sentido de sempre querer romper barreiras e impor limites cada vez maiores para suas extravagâncias artísticas. Queria “to break free” literalmente, musicalmente… um gênio. Agora faço a ponte de ligação: eu boicotando a prova de estatística, não vou vender milhares de discos, nem comover multidões… o máximo que vou conseguir é um tempo a mais para finalmente entender aqueles conceitos malucos obrigatórios. Nada visionário, mas inteligente estrategicamente falando? Não, eu não entendo nada de probabilidades…Penso. logo exist... hesito!
Eu tenho uma teoria (dentre várias) maluca. Tá certo que depois que assisti Show de Truman ela caiu por terra, mas eu ainda tomo esta paranóia como lógica de vida. Paro de enrolar: eu sou vigiado! Sim, é isto que você leu. Acredito que sou o personagem principal da Terra e todos meus atos são minuciosamente observados por um todo. Já tive o “todo” como Deus e não deu certo, mas esta é outra história. Os cínicos chamariam isto de egocentrismo – e não estariam errado (não comigo)! Os religiosos de ateísmo, heresia, falta de crendice (não acho)! O que difere Truman de Alex Kidd, além do talento excepcional de Jim Carrey, é como a ficção encara estas teorias e questionamentos malucos: com humor. Pensar na eterna vigilância é desconfortante. É ensaiar seus gestos. Ser um boneco de si mesmo.
Parte 3
Não eram freqüentes mas a ocorrência era certa. Naquele tempo e espaço indefinido mas tempo e espaço, era como se toda a cor daquela camiseta roxa fosse sugada. O algoz sentimento desprovido de brilho e ele ficava assim, calado, triste. Talvez por ventura da falta de bonança.Talvez por um sorriso negado ou uma clara alusão a um bem-querer momentâneo. Os atos fixos como estátuas de gelo, os olhos captando turbulência de sentidos. Passam, andam e contemplam aquela figura solitária.
Neste momento de tamanha agonia só fazia não desejar possibilidades. Não cogitar alternativas e só ficar passivo e refém da impossibilidade de agir. Um único momento pra permitir tristeza. Formar simbolismos e agregar fatos passados refeitos (?). O pulso é fraco, mas vive.
Pra ouvir histórias contadas sempre da mesma forma. Histórias eternas possíveis e que na chance de serem repetidas, só aumentavam sua disposição em serem evocadas mais uma vez. Escutava anestesiado e mastigava sentimentos. Gesto lento dos lábios, olhar parado dos olhos. O ar sufoca exigente: a face fria.
Panelas
Afinal qual a razão de brigar com o despertador, jogar água fria no rosto e escovar cuidadosamente os dentes? De tomar aquele café amargo? De dobrar as cobertas, dar nó nos tênis e escolher uma roupa bacana (aquela que não pode ser chic demais e nem tão básica)? De fazer um percurso de 30 minutos ao som de hits do momento, músicas eternas ou desconhecidas? De frio, de sol, de carros na rua? Quem arriscar que ir à faculdade é sinônimo de garantia de um futuro melhor, errou feio. O objetivo principal, acima de fama e fortuna, é um único só: interagir com os amigos.
O tempo se encarrega de formar as turmas, estas que (em tempos de microondas) são conhecidas como “panelas”. Bastam três meses de convivência pra piadas mais íntimas, aquele sorriso cheio de significados… todos são cúmplices num ritual prazeroso. O professor terminou de encher aquela lousa enorme? A trupe se junta pra comentar o filme de ontem, a briga com o namorado, histórias escabrosas, piadas… o barulho antes focalizado em um canto torna-se generalizado, aliás, são várias panelas.
Tento ser uma pessoa sociável, que fala com todos nem que seja para um oi. Mas não consigo mais me enxergar sem os “ai ai” da Elaine e suas doses de conhecimentos fresquinhos ou milenares esbanjando jovialidade. Da Claudinha e suas peças e do humor agridoce da Ari. O Vini é meu vício declarado! O tempero da minha panela é bem servido. Estatisticamente falando as probabilidades de uma manhã perdida naquela classe são nulas.
Ter gente como motivo de uma ação é muito mais prazeroso do que a motivação “técnica”, do “fazer por fazer”, da obrigação. É como poder fazer daquele seu lead (o ir pra faculdade) uma forma de diferentes interpretações. É a experiência de ter seu texto (a vida) lida por diferentes tipos de leitores. Você estuda e nem percebe.
#79
Dance!














Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.