Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para seriados
O método Seinfeld
´Terminei a primeira temporada do Seinfeld. (*****). Curtinha, com apenas 5 episódios imensamente divertidos. E mais uma vez peguei o bonde andando… pior é não chegar no destino né? Enfim, o legal é que nesta temporada tudo de “pior” acontece com o Jerry. A lavanderia encolhe suas roupas, ele perde grana investindo na Bolsa, o fim de semana com a namorada é um fracasso enfim…o cara é MUITO azarado. Pensando nesta resenha, uma amiga de classe chega no Messenger reclamando e usa as palavras mágicas. Bingo, acho um rumo! Que raios as pessoas insistem no inferno astral?
Eu sou o desastre em pessoa: tropeço em qualquer lugar, vivo quebrando as camas e privadas alheias, tenho cicatrizes na cabeça e no braço por pura “lerdeza”. E tudo isto bem antes do mês de dezembro. Botar a culpa no tal inferno astral seria uma medida covarde para justificar a minha falta de destreza. Inferno astral é coisa para Cavaleiros do Zodíacos! Para cartomantes que precisam bater cartão e labutar. Fulano deixa a filha cair do milésimo andar do prédio? Inferno Astral. Encheu a cara, bateu o carro e deu PT? Você precisa entrar em comunhão com os astros, meu filho!
No seriado o Jerry converte seus desastres contando piadas recheadas de cinismo. Eis a solução: foi despedido? Ria da sua incompetência, ela está fazendo o mesmo de você.
The OC – Terceira Temporada ***

Foram 1087 minutos – e assim termino mais uma temporada do fenômeno POP do verão retrasado: The OC. Em Newport acontecimentos bizarros não tiram férias, e os roteiristas mais uma vez apelaram para várias artimanhas para recuperar o pique da história (terrivelmente prejudicado pela falta de sal do ano anterior).
As mudanças: Julie Cooper está pobre, Marissa (pra variar….) cheia de traumas por quase matar o irmão do Ryan – que agora luta contra sua natureza violenta. Seth e Summer ganham a responsabilidade de serem os heróis da história enquanto Sandy herda o legado de escandâlos de Caleb Nichol assumindo a liderança do Newport Group. Novos personagens entram na história, mas nenhum deles (com exceção da Taylor) chegam a ser marcantes já que são terrivelmente desenvolvidos e interpretados.
Comparada com a season anterior, esta última ganha nos diálogos (Seth Cohen mais uma vez tem sua parcela de culpa, neste “padrão de qualidade”). Um outro detalhe legal, é a reação menos trágica dos personagens em relação aos conflitos propostos – claro que Miss Coop não se aplica aqui. Empobrecer Julie, se não é uma idéia genial, ao menos proporciona boas gargalhadas. Summer vira a mocinha da história (assista a primeira temporada e não reconheça aquela little bitch). Todos os personagens (seja fumando maconha, catalizando a raiva num saco de pancadas, bebendo…) acabam amadurecendo.
Infelizmente (e este acaba sendo o mal de quase todo o seriado televisivo) não podemos escapar dos famosos episódios “enche-linguiça” e um especialmente aqui é irritante: “A Viagem” – o argumento: Ryan viaja com a “pegada-morena-da-vez” para reclamar meses de pensão de um personagem (Jonny, insuportável) morto. (!) Outro problema é deixar Kirsten como coadjuvante mesmo com todo o potencial pós-rehab pedindo para ser explorado. OC acaba suavizando os temas sérios.
Enfim, não dá pra exigir muito de uma série teen mesmo (já encomendei House e Desperate Housewives com meus fornecedores). Muitas coisas ocorreram debaixo do sol da California e o final aqui, acaba sendo um anti-clímax que revoltou os fãs e resultou numa das causas do cancelamento da série – a quarta temporada é a última. Já me alertaram quanto à chatice dela, mas como já sou quase um big broher de Newport… preciso descobrir o que acontece com Ryan e Cia. So…
Califoooornia, Califooornia!
A Primeira Temporada a gente nunca esquece…

E não é que finalmente consegui acompanhar a temporada inteira de um seriado? Nunca consegui me prender a trajetória de nenhum enlatado, mas depois de ser bombardeado diariamente pelo Marquinhos e pelo Fochetto, com estes dramas televisivos alheios elego uma série bem “fácil” para assistir: The OC. E não é que legal minha gente? O cotidiano da classe mais alta de NewPort vicia de forma desesperadora.
A história (criada pelo espertão Josh Schwartz) é tão redondinha, cheia de ganchos, personagens e falas (Seth Cohen?) interessantes que é impossível não comer o miojo em frente à tela. Ryan Atwood é um jovem sem lá muitas oportunidades. Sua mãe alcoolatra, o irmão bandido… até que ele acha em Sandy Cohen uma segunda chance. E dá-lhe o luxo de seu novo lar, o “irmão” autista e oh céus…. Marisa! Resumindo a ópera é uma Malhação com o padrão hollywoodiano de qualidade.
Os personagens são ótimos. Ryan é o protagonista fechadão. Marisa a patricinha problemática-linda-rica-bonita. Summer, a amiga engraçada estepe. E Seth Cohen, o melhor personagem da trama até em seus momentos mais chatos… o rapaz tem as melhores falas… e convenhamos, é o nerd com as melhores camisas pólo do mundo!
Esta primeira temporada começa quente com muita ação, drama e angústia. Depois fica romantiquinha puxando para o dramalhão. Depois foca nos dramas adultos (na ciranda Sandy, Kiki, Julie Cooper
Hailey, etc.) Entram Oliver e Theresa pra chatear um pouco e o climax é bem tristonho. Mas é tudo muito envolvente, bobo, descartável e memorável.
O Marquinhos já se encarregou de renovar o estoque desta minha droga. A Segunda Temporada está na estante. Mas agora um viciado em seriados confesso, estou alternando OC com um outro seriado (depois eu conto tudo).






Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.