Retina POP

No liquidificador, a cultura POP

Arquivo para shows

Line up do Coachella 2008

Se eu fosse um ser endinheirado não perderia por nada: Portishead apresentando as músicas do novo albúm. Os nerds do Hot Chip. Justice, Mark Ronsom, Calvin Harris, MIA…
Ah a pobreza!

Justin Timberlake no Brasil!

Deu no site da Capricho (ta a fonte é risível, mas a notícia é boa). O astro POP Justin Timberlake, após fazer show para toda a realeza do primeiro mundo, olha pra turma de baixo e realiza concertos na América Latina. Claro que o Brasil, e mais especificamente São Paulo e Rio de Janeiro estão no roteiro do ex-Nsync. Os dias 24 (em São Paulo) e 25 (Rio) foram escolhidos para a turnê FutureSex/loveShow Tour. Quem afirma é o empresário Gabriel Simas, do Café da Música (responsável por trazer a turma do My Chemical Romance).

Eu já to economizando e você?
UPDATE:Segundo o mesmo empresário o cantor-sensação-pop “Mika” será o headline do Tim Festival deste ano. Ah meu porquinho!

Chris Cornell no Brasil? Eu fui…


Foto: Terra


2007 foi o ano dos shows gringos aqui, para todos os tipos e gostos. O Tim Festival veio com um line-up composto por Bjork, Arctic Monkeys, Killers… o Planeta Terra com a fanfarra da Lily Allen, Kasabian, The Rapture… e “separados” o duo Chemical Brothers e o punktronicos do LCD Soundsystem. Dia 13, nublada quinta-feira, foi a vez dos rapazes vestidos de xadrez conferirem o rockeiro Chris Cornell - segundo os fãs o último remanescente da cena grunge. Ex-vocalista de superbandas como SoundGarden e Audioslave, agora em jornada solo e com um disco na praça (Carry On), a voz mais bela de Seattle deportou em terra tropicais. Cauê Veroneze, diagramador e publicitário, conferiu o show de camarote, e fala com exclusividade para o retinaPOP.

Sobre o repertório:
O show já começou bombástico, relembrando os bons tempos de Soundgarden, e acho que surpreendeu a todos tocando Outshined logo na segunda música. Mas na minha opinião o ápice foi quando começou a tocar músicas do Temple Of The Dog e outras clássicas do Soundgarden como Black Hole Sun e Fell On Black Days que me levaram de volta aos meus 12 anos de idade, quando o Grunge estava em alta. Senti falta de Jesus Christ Pose.


A recepção do público:
O acesso ao local estava um tanto complicado devido à mistura de chuva e excesso de carros nas ruas de São Paulo, mas já nas dependências do Credicard Hall a organização deu conta de fazer com que as pessoas entrassem sem maiores complicações. Um atraso de cerca de 15 minutos para o início do show foi bem vindo em consideração aos fãs que estavam presos no trânsito.
A ansiedade era visível, afinal, apesar do Pearl Jam ter passado por aqui há pouco tempo, é bem raro algum artista Grunge passar por perto do Brasil. Assim que subiu ao palco ele mostrou porque está acumulando fãs a cada dia, sem economizar carisma e técnica agradou ao público, formado por pessoas de 15 a 45 anos, do início ao fim, e a resposta do público foi à altura, cantando todas as músicas e aplaudindo a cada agudo do vocalista. Parece que ele gostou, prometendo voltar em breve.


O timbre de voz:
Chris Cornell realmente tem uma voz sobrenatural. O que mais impressiona é a naturalidade com que ele solta seus gritos mais estridentes. Quando vc pensa que ele não vai alcançar a nota mais alta ele arranja fôlego de algum reservatório secreto e mostra como um grunge de verdade deve gritar, coisa que ele só não faz melhor que o finado e eterno Layne Staley.


A banda de suporte:
Essa banda não deveria nem ser chamada de “suporte”, tem categoria pra fazer uma turnê sozinhos em qualquer lugar do mundo. O instrumental estava perfeito, com ótimos solos de guitarra, baixo e bateria.

Cornell é considerado um dos últimos sobreviventes da vertente grunge. No palco ele faz jus a este rótulo?
Com certeza um sobrevivente, já que quase todas bandas da época tiveram mortes de integrantes por overdose. Mas quanto a fazer jus ao rótulo de Grunge, temos que entender que ele está com 43 anos e aquela energia de quando se apresentava em buracos de Seattle não existe mais, porém a voz se mantem fiel e não deixa nada a desejar das gravações de 15 anos atrás, para a sorte dos fãs.

Cauê, the grunge is dead?
Foi um movimento meteórico muito poderoso no início dos anos 90, quando o Festival “Hollywood Rock” reuniu 3 bandas de Seattle em um mesmo evento (Alice in Chains, L7 e Nirvana) para alegria de nossos ouvidos, e assim como outros movimentos, como o rock psicodelico dos anos 70 e o punk dos anos 80, se manterá vivo influenciando novas bandas a criarem estilos parecidos. Acredito que o Grunge seja o movimento que mais chamou atenção pela rapidez e força com que surgiu nos anos 90 e por isso será sempre lembrado.

E só pra terminar, uma observação: Chris Cornell não é o último remanescente da cena Grunge, O pessoal do Alice in Chains continua na ativa, mesmo sem o vocalista Layne Staley, citado anteriormente, e mantendo toda a essência auto-destrutiva do movimento, Dave Grohl está firme e forte com o Foo Fighters, Mark Lanegan faz participações especiais em alguns discos do Queens of The Stone Age, e o Mudhoney, apesar de se manter longe da mídia, está na ativa até hoje, fazendo shows inclusive no Brasil. Pois é, me parece que esse tal de Grunge está bem vivo por aí.

No youtube…

O cover da clássica Billie Jean

From: daniandreucci

RetinaPOP no AnimeFriends 2007

Felizmente os organizadores perceberam que a equação Pato Fu + AnimeFriends era perfeita, e lá está Alex Kid com sua RetinaPOP para registrar tudo de perto. Acompanhado do seu amigo “italiano” Caio Fochetto, duas outras adoráveis garotas e um estrangeiro que está aprendendo português, esta trupe improvável desbravou este universo rico, peculiar e (nerd?) que são os quadrinhos japoneses.

Fochetto muito bem munido de sua “super câmera semi-profissional” registrou todos os tipos de personagens. A gangue do Alex de Laranja Mecânica, a mãe vestida de bruxa que fazia questão de constranger o filho, elfos, magos, narutos, jedis, princesas e japas, muitos japas dançavam em uma espécie de transe os hits dos desenhos japoneses. A venda única e exclusiva de Mupy (suco de frutas com leite de soja) dava o devido teor “alcoólico” do lugar. O comércio de souvenirs era intenso e lamentei não ter grana o bastante para levar aquela irrestível miniatura do SuperMario…

Por ter conferido o show dos caras na “Virada da Paz” o primeiro estranhamento veio em forma de conforto. Ninguém te empurrando, fácil acesso ao palco… parecia coisa de primeiro mundo (claro que os 15 reais de ingresso restringia 80% do público que compareceu gratuitamente à Praça da Sé). A banda atrasa bem pouco e enquanto um chato tentava distrair a platéia com notável falta de assunto, uma das idéias geniais do AnimeFriends se faz presente: o uso de plaquinhas onde as pessoas se comunicavam. Frases hilárias. Brasil 2xo!!!. Começam barulhinhos de videogame… 18:40, o Pato Fu no palco pergunta à molecada: “Estudar pra quê?”

Após solo endoidecido de John, Fernanda Takai surge com seu ar de “diva dos rapazes de all star” e o Pato Fu duas, três músicas depois, consolida-se (ao menos pra mim) como a melhor banda de rock nacional (senão a melhor do mundo). Hits como “Depois”, “Perdendo Dentes” contagia o já deslumbrado blogueiro, mas é “Made in Japan” o responsável pela catarse geral. A banda também apresenta algumas músicas do albúm novo “Daqui pro Futuro” (os mais espertos já acharam na internet) e no bis a tão pedida “Sobre o Tempo” – eu queria ter visto “Vida Diet” mas relevo… “Uh la la iê iê” é o Pato Fu tentando ser black (com direito à instrumental de Billie Jean). Ganhei o dia. Tomo mais dois Muppys, abraço nos amigos e saio “meio desligado”… Como um bom mangá lido de trás pra frente, meu desafortunado final de semana começou naquele domingo.
Veja mais (excelentes) fotos de Mr. Fochetto aqui

#22

Coldplay, dia 27 na Via Funchal? eu fui!

“É como ficar catatônico, autista ou algo do tipo.” É assim que descreve Rodrigo ao ficar frente-à-frente de Chris Martin, vocalista da banda Coldplay, que excursionou em terras brazucas no finalzinho de fevereiro. Confiram o seu relato do show:

Alex Kid diz:
então… vamos começar pela odisséia que foi a compra de ingressos… qual a loucura que vc cometeu pra conseguir um?
Rodrigo Diniz diz:
Poxa, em primeiro lugar foi desesperador. os ingressos estavam acabando muito rápido. Nem todos amigos meus que iam junto estavam disponiveis no dia e estavamos sem grana. E olha, que não esperavamos comprar na segunda-feira quando abriram as vendas e sim, no fim de semana. Pura ingenuidade. Num deu nem pro cheiro. Começou a vender rapido, eu tava com dinheiro certo pra comprar a meia. A loucura foi quando eu virei pra minha amiga e disse: Compre 4 ingressos aí no cartão, sem sequer consultar ninguém se poderia pagar a inteira ou nao.
Alex Kid diz:
poxa, q loucura! infelizmente os preços pra se ter estes shows aqui no país ainda são exorbitantes… como conheceu o Coldplay e a partir de que momento se viu disposto a pagar uma pequena fortuna para vê-los tocar?
Rodrigo Diniz diz:
Olha cara, já faz uns bons 7 anos. Eu comprei o Parachutes na época que ele saiu, quando o Travis tava estourando com o The Man Who?. Foi numa matéria do Travis, que eu estava gostando bastante na época na revista Showbizz. E daí comprei o primeiro cd deles. Mas me vi disposto a gastar uma boa grana exatamente um dia depois do primeiro show que vi deles aqui no Brasil que rolou em 2003 na mesma Via Funchal.
Alex Kid diz:
ah então já tinha experimentado o Coldplay nos palcos… Notou algum progesso dos caras, amadurecimento? Algumas críticas deste último show falavam que a banda diluiu seu som…
Rodrigo Diniz diz:
Eu acho que a banda já tinha seu show bastante maduro naquela época. Se for pra notar alguma diferença em relação ao primeiro show, eu vejo mais em termos musicais. Cada vez mais o Coldplay soa como U2. Mas, falando em progressos assim, não consigo apontar o que evoluiu ou que ficou ruim. Pra mim, nada foi ruim. A energia dos dois shows foram bastante parecidas.

Alex Kid diz:
E agora as perguntas óbvias:
Qual foi o melhor momento do show?
Rodrigo Diniz diz:
O momento que fiquei cara a cara com o gênio.
Alex Kid diz:
descreva a sensação. Chris Martin é tudo aquilo mesmo?
Rodrigo Diniz diz:
A sensação é a de perder a razão. É como ficar catatônico, autista ou algo do tipo. A energia que o cara passa é muito boa. Mas ele é um cara bem estranho (rs). Tem cara de louco. E é bem maior do que eu pensava.
Alex Kid diz:
eu sei que vc ficou mudo, mas caso conseguisse dizer algo a ele, seria?
Rodrigo Diniz diz:
Poxa, só um “Obrigado” mesmo.
Alex Kid diz:
vc falou de U2 lá em cima… eis a pergunta inevitável: U2 ou Coldplay?
Rodrigo Diniz diz:
Coldplay, claro.
Rodrigo Diniz diz:
aliás
Rodrigo Diniz diz:
Colplday, fácil.
Alex Kid diz:
haha, valeu Rodrigo, o retinapop agradece!
a prova do crime:
o momento em que Rodrigo ficou frente-a-frente de Chris Martin

Quem é Rodrigo Diniz? Estudante de psicologia, 23 anos, fã de Nietzche (“se não conhece, pesquise!”) e define o rock como “nu, cru, verdadeiro”. Acha tempo para tocar numa banda de música eletrônica que em breve vcs terão o prazer de conhecer o debut aqui no RetinaPOP!
Até lá!