Retina POP
No liquidificador, a cultura POPArquivo para Uncategorized
Mudamos de casa!

Caros leitores, o retinaPOP está de casa nova. Alex Kidd expande seus horizontes, registra um domínio e agora nossa nova casa é esta:
www.retinapop.com.br
Portanto blogs parceiros, troquem seus links!
Espero que gostem do novo visual e das novidades que surgirão em breve!
Usher, Leona Lewis e o “apelo” POP
Dois vídeos na rede. O novo do rapper Usher (aquele que ficava repetindo G G G!) e a nova estrela em ascensão da semana, Leona Lewis. O primeiro repete a desgastada, desbotada e irritante fórmula do “rapper-fodão-cheio-da-grana-que-pega-as-potrancas” – a música também não é diferente (r&b pasteurizado). So get Love in this Club.
Leona Lewis leva o sotaque britânico, mas faz música pra gringo ouvir. Bleeding Love estourou no mundo inteiro e se não fosse uma tal cantora fazer parceria com outro tal cantor, a canção seria a Umbrella da vez. Imagine aquele tom épico (e brega) de algumas canções dos anos 80, misturado com o mais refinado Rythmn & Blues? Pois então… gruda!
Por que eu recomendo estas porcarias? Se eles apelam eu também posso. Ibope, ibope, ibope!
PS: Este é o primeiro post feito diretamente de um MAC. E eu nem me atrapalhei muito com os acentos!
E agora voltemos ao fechamento…
O método Seinfeld
´Terminei a primeira temporada do Seinfeld. (*****). Curtinha, com apenas 5 episódios imensamente divertidos. E mais uma vez peguei o bonde andando… pior é não chegar no destino né? Enfim, o legal é que nesta temporada tudo de “pior” acontece com o Jerry. A lavanderia encolhe suas roupas, ele perde grana investindo na Bolsa, o fim de semana com a namorada é um fracasso enfim…o cara é MUITO azarado. Pensando nesta resenha, uma amiga de classe chega no Messenger reclamando e usa as palavras mágicas. Bingo, acho um rumo! Que raios as pessoas insistem no inferno astral?
Eu sou o desastre em pessoa: tropeço em qualquer lugar, vivo quebrando as camas e privadas alheias, tenho cicatrizes na cabeça e no braço por pura “lerdeza”. E tudo isto bem antes do mês de dezembro. Botar a culpa no tal inferno astral seria uma medida covarde para justificar a minha falta de destreza. Inferno astral é coisa para Cavaleiros do Zodíacos! Para cartomantes que precisam bater cartão e labutar. Fulano deixa a filha cair do milésimo andar do prédio? Inferno Astral. Encheu a cara, bateu o carro e deu PT? Você precisa entrar em comunhão com os astros, meu filho!
No seriado o Jerry converte seus desastres contando piadas recheadas de cinismo. Eis a solução: foi despedido? Ria da sua incompetência, ela está fazendo o mesmo de você.
Jumper – **

Doug Liman dirigiu Identidade Bourne e Sr. & Sra. Smith – tem currículo. Hayden Christensen virou Darth Vader na última trilogia de Star Wars – tem minha consideração. Rachel Bilson encarnou Summer nas quatro temporadas de The OC – ganha meu afeto. Esta combinação estelar não tinha como decepcionar certo? Errado. Os saltos são muitos, mas Jumper não empolga.
Erraram na escolha do protagonista. Um rapaz tímido, com um pai carrasco e uma mãe fugitiva, descobre um superpoder: consegue se teletransportar para onde quiser. É um “jumper”. Óbvio que ele tem um amor platõnico. Uma turma do mal na cola (os paladinos) e um companheiro mala - o jumper coadjuvante (Jamie Bell), infinitamente mais interessante que o mocinho linear. Rachel limita em ser Summer e Samuel L. Jackson é o vilão malvado e não faz muito em cena além de caras feias. Em alguns momentos Jumper soa como se X-Men fosse um seriado e o drama do protagonista fosse um episódio corriqueiro (com feat da Summer Roberts). Sem falar dos furos no roteiro – leia aqui.
Sorte que em Hollywood existe uma turma de nerds fissurados em efeitos-especiais e foram para eles que o diretor (entre uma caipirinha e outra) recrutou a missão de dar ritmo ao filme. As cenas de teletransporte são espetaculares. A trilha de John Powell também funciona. Enfim… é o tipo de filme que você não conta pro seus amigos que foi assistir pra não ser alvo de chacota. Após a sessão, um bom bar e vários drinks são altamente recomendados.
Hic.
Jumper ** de Doug Liman, EUA 2008 Ação 90 min
Aconteceu…
Em forma de lead convencional:

No último dia 31, a jornalista Elaine Gomes, a convite do também jornalista Marcelo Duarte, deu uma entrevista comentando o relançamento do seu livro mais famoso: Beatles: Letras e Canções Comentadas. Exibida na TV Curioso (um dos programas do portal IG), a autora revelou aspectos obscuros sobre a extensa discografia da banda e a forma como estes detalhes foram abordados no livro. Você pode assistir a entrevista clicando aqui.
É difícil estar rodeado de celebridades…
Chromeo – Fancy Footwork *****

A cartilha do mainstream POP reza: contrate Timbaland e faça muito dinheiro. Hip-Hop+R&B+Tecladinhos eis a fórmula do produtor. Mas toda ”cena da vez” tem seu lado underground e neste gueto quem manda é o Chromeo. A dupla canadense, formada pelos integrantes Dave One e Pee Thugg faz eletrofunk com um único compromisso: trazer o groove certo.
O segundo disco dos caras “Fancy Footwork” não reprime o suor. Tenderoni abre a pista com versos simples “you and i, baby we go side by side. me and you, tell me what we’re gonna do” e da-lhe a percussão inteligente fazendo contraponto com os versos. Bonafide Lovin´ lembra The Gap Band (banda de soul/funk que fez muito sucesso nos anos 80) e os solos de guitarra juntamente com as onomatopéias (Ô Ô, Fiu, fiu!) também são importados daquela época. De novo, temos a indispensável programação eletrônica (beats, loops e afins).
Lançado em 2007 e precurssor do bacana “She´z in Control” (2003) Fancy Footwork tem tudo para cair no gosto do povão. Mas se isto signficar vender a alma para o diabo (leia a primeira frase do primeiro parágrafo) que o Chromeo limite este groove honesto à sua página no Myspace.

Madonna: 4 minutes – o vídeo
The OC – Terceira Temporada ***

Foram 1087 minutos – e assim termino mais uma temporada do fenômeno POP do verão retrasado: The OC. Em Newport acontecimentos bizarros não tiram férias, e os roteiristas mais uma vez apelaram para várias artimanhas para recuperar o pique da história (terrivelmente prejudicado pela falta de sal do ano anterior).
As mudanças: Julie Cooper está pobre, Marissa (pra variar….) cheia de traumas por quase matar o irmão do Ryan – que agora luta contra sua natureza violenta. Seth e Summer ganham a responsabilidade de serem os heróis da história enquanto Sandy herda o legado de escandâlos de Caleb Nichol assumindo a liderança do Newport Group. Novos personagens entram na história, mas nenhum deles (com exceção da Taylor) chegam a ser marcantes já que são terrivelmente desenvolvidos e interpretados.
Comparada com a season anterior, esta última ganha nos diálogos (Seth Cohen mais uma vez tem sua parcela de culpa, neste “padrão de qualidade”). Um outro detalhe legal, é a reação menos trágica dos personagens em relação aos conflitos propostos – claro que Miss Coop não se aplica aqui. Empobrecer Julie, se não é uma idéia genial, ao menos proporciona boas gargalhadas. Summer vira a mocinha da história (assista a primeira temporada e não reconheça aquela little bitch). Todos os personagens (seja fumando maconha, catalizando a raiva num saco de pancadas, bebendo…) acabam amadurecendo.
Infelizmente (e este acaba sendo o mal de quase todo o seriado televisivo) não podemos escapar dos famosos episódios “enche-linguiça” e um especialmente aqui é irritante: “A Viagem” – o argumento: Ryan viaja com a “pegada-morena-da-vez” para reclamar meses de pensão de um personagem (Jonny, insuportável) morto. (!) Outro problema é deixar Kirsten como coadjuvante mesmo com todo o potencial pós-rehab pedindo para ser explorado. OC acaba suavizando os temas sérios.
Enfim, não dá pra exigir muito de uma série teen mesmo (já encomendei House e Desperate Housewives com meus fornecedores). Muitas coisas ocorreram debaixo do sol da California e o final aqui, acaba sendo um anti-clímax que revoltou os fãs e resultou numa das causas do cancelamento da série – a quarta temporada é a última. Já me alertaram quanto à chatice dela, mas como já sou quase um big broher de Newport… preciso descobrir o que acontece com Ryan e Cia. So…
Califoooornia, Califooornia!
Alex Kidd 2:2.1
Leitores do retinaPOP aqui estou eu! Sábado, em casa, falando com vocês. A semana foi de muitas novidades. Alex Kidd aceitou um novo desafio e agora passou para um novo level: diagramar a maior (e melhor?) revista de videogames do país: a EGM - a Rolling Stone dos videogames (porque eu adoro fazer esta analogia).
Pois então, foi tudo muito repentino… me ligaram, eu fui, aceitei e topei. Fiquei um pouco chateado por abandonar a turma lá do Lance (que se divirtiam pacas com minhas trapalhadas e por isto devem estar sentindo minha falta também). Como reza o Manual do Bom Relacionamento, aproveito para dizer o quanto este 1 ano de Diário Lance! foi importante. Aprender a lidar com pessoas diferentes de você (de atributos que passam do humor, ao nível de experiência), a entrar na rotina frenética de uma redação esportiva (oooh Alex, fecha esta página, fecha esta página, Alex!) enfim… Borba, Cauê, Ira, Vitor e Marina… vocês estarão na minha biografia em uma capítulo bem diagramado!
Agora o universo é outro. Um espelho enorme, um batalhão de anúncios… outras pessoas e videogames! Mas já vou desmitificando… ninguém joga videogame o tempo todo lá (eu mesmo nunca entrei na “sala sagrada” onde ficam todos os consoles que você imaginar), é hard job todo o tempo. Mas é uma nova experiência né? Novos atalhos de Photoshop, uma gama de estilos de parágrafos, caracteres… e ah, não tem como escapar do Mac!










Kirsten na rehab e o final sanguinolento.
Chega Trey e finalmente a temporada começa a engrenar!
Episódio cheio de incoêrencias sobre espaço/tempo e o beijo-clichê-antológico de Summer e Seth :)
Trilha-sonora legal e... eu aceitaria a oferta da Summer no leilão!
Porque todos temos o direito de levar uma vida fútil.