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Linkin Park: Minutes to Midnight – **

 

O segredo de uma banda de sucesso é não descobrir a tal “fórmula do sucesso”. Nevermind não parece com In Utero. Nem OK Computer com Kid A. O Linkin Park, em seu terceiro disco de inéditas, parece não ter aprendido a lição “Minutes to Midnight” soa como uma banda de… três anos atrás. Não houve evolução. Pra quem não sabe o Linkin Park despontou no cenário musical como expoente do new/nu metal. Era febre e não era dificíl: nem de escutar e nem fazer o som. Bastava um vocalista revoltado com agudos indignos de ópera, um “mano” do gueto capaz de fazer umas rimas bobas e outros caras sem expressão que soubessem tocar algum instrumento ou dominassem as ferramentas de um bom software musical. Some clipes bacaninhas cheios de efeitos especiais, megas-turnês… e o conceito de boy band havia evoluído. O new tinha pouco de novo e muito de escapismo. Hybrid Theory (2000) era bacana pela novidade. O som era “modernoso”, as letras gritadas e o álbum teve a sorte de chegar num momento de recesso dos grandes gênios do rock. Resultado: estourou. “In the end” e seu refrão meloso virou hit. A expectativa pela prova de fogo, Meteora (2003) provou que estávamos errados. Melodias ruins, letras ruins… disco ruim. Sucesso de vendas lógico. Mas foi um sucesso fugaz, já que a moda passou, os emos chegaram e agora Linkin Park? 

Nesta nova tentativa a banda tinha três caminhos: continuar com a fórmula anterior, seguir a vertente “emo” ou converter seu som em algo original. Como a última opção, em se tratando de Linkin Park, é muito remota, o resultado final (pra minha surpresa) não é nenhuma destas opções. Os rapazes não encontram caminho nenhum. Em Given Up a banda falha em ser new metal – no novo single “What I´ve Done” falham ao tentar não soar como tal. Aliás os raps de Mike Shinoda foram diminuídos ao extremo – ele aparece em uma ou outra música. Quando tentam ser emos (“Shadow of the Day“),se esquecem que a turma do My Chemical Romance fazem isto com genialidade ímpar. Um lampejo de criatividade surge na pretensiosa “The Little Things Give You Away”, mas aí já estamos no final do disco e o estrago, requisito mínimo do rock, não foi feito. Que desçam as franjinhas!

O novo single 

 

1 Comentário»

  victor wrote @

“What Have I Done”????
Vou me dar ao trabalho de responder:
You have done uma shit grande pra caralho.
Não vou perder meu tempo ao comentar seu artigo pois respeito opiniões alheias ateh quando são estupidas e estão completamente erradas.
mas ainda não entendo uma coisa: vc naum conhece a arte do “ctrl+c ctrl+v”???


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