Retina POP

No liquidificador, a cultura POP

Não tem como não gostar

Quantas vezes você já sentiu um arrepio estranho ao ouvir determinada música? Várias. E quando o sentimento de euforia percorre na audição de albúm inteiro? Poucas. É esta medição que difere um albúm de “verão” de um albúm clássico. Em 2008 dois grandes discos comemoram sua permanência através dos anos. Thriller e Ray of Light, duas obras-primas incontestáveis da música POP, respectivamente 25 e 10 anos depois, pedem uma releitura.

A compilação mitológica de Jackson já transcedeu de apenas “uma mercadoria” da indústria POP e hoje serve como peça fundamental para entendê-la. Os recordes assombrosos de vendas (o disco mais vendidos de todos os tempos, ultrapassando as 100 milhões de cópias) é apenas uma consequência da poção mágica que o cantor e seu produtor Quincy Jones preparavam. Thriller pode ser entendido como produto e como arte. Os arranjos inventivos (refinar a disco de Off the Wall com pitadas de soul e rock), Jackson quebrava os limites entre música de branco e de negro. Era tudo uma coisa só. As imagens geradas pelos videclipes potencializadas por coreografias e efeitos-especiais típicos dos anos 80… Thriller é história!

Ray of Light pontuou mais uma fase de Madonna. E mesmo depois ela se tornando uma cowgirl, mudando para ativista política e invocando a frivolidade como Disco Queen, a imagem da mulher espiritualizada, arrependida dos pecados cometidos outrora, é a que mais mexe com o imaginário dos fãs . É onde a popstar mostra o quão longe pode chegar com sua música na mais brilhante auto-crítica já feita.

Primeiro porque Madonna achou um som tão etéreo e cheio de nuances (some melodias inspiradas e letras reflexivas) nos dando a impressão de que todos seus trabalhos anteriores não passavam de um mero ensaio comercial para esta verdadeira representação do artista. Os discos posteriores, nunca alcançando este em qualidade, só comprovam o quanto Madonna há dez anos atrás estava selando seu compromisso com “o artístico”. Experimente ouvir Frozen e não se apaixonar pela canção logo de cara? De não querer celebrar o dia com Ray of Light?

Fã ou não de Michael Jackson ou Madonna, estes dois momentos de grande inspiração soam como um ato incontestável. Não tem como não gostar.

Escute aqui!

Ray of Light – Madonna, 1998 ***** (produzido por Madonna, Willian Orbit e Patrick Leonard)

Thriller – Michael Jackson, 1982 ***** (produzido por Michael Jackson e Quincy Jones)

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